sábado, 5 de abril de 2008

A Felicidade de amar

"No fundo, se bem que haja quatro bem-aventuranças em Lucas e oito em Mateus, não há mais do que uma: bem-aventurados os que fazem a experiência da existência verdadeira. Fazer esta experiência é, ao mesmo tempo e indivisivelmente, a felicidade e a cruz, as duas juntas. Porque o cristianismo é ligação estreita entre a felicidade e a cruz. De facto, para chegar à felicidade mais alta, é preciso renunciar à felicidade demasiado fácil, leviana. Aquilo a que chamamos a felicidade do céu, é a felicidade de amar, isto é, de sair de si mesmo, de já não pensar em si, de já não se debruçar sobre si.

Como é que queremos que neste mundo a aprendizagem desta felicidade se faça sem sacrifício? Porque, espontaneamente, nós só pensamos em nós próprios; porque, espontaneamente, mesmo no amor humano, o outro é sempre um meio privilegiado para o amor que temos a nós mesmos. A cruz é ir mais além das felicidades baratas e aceder a essa grande felicidade, a única digna dos filhos de Deus, a felicidade de amar. O acesso a esta felicidade passa pelo sacrifício, o que todos nós experimentamos mais ou menos na vida de cada dia." - François Varillon, em "Alegria de Crer e de Viver"

Um comentário:

Flor disse...

Nós temos às Sextas-Feiras à noite, reuniões familiares, e por acaso, nesta útima Sexta o tema do estudo foi precisamente este! :)

Então um bom Domingo e um culto abençoado Amigo Paulo :D

Flor com admiração e muito carinho

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]