quarta-feira, 9 de abril de 2008

Omnipotência de Deus (2ªparte)


«Deus pode tudo, excepto obrigar o homem a amá-lo».

A sua omnipotência realiza-se, portanto, numa omnifraqueza: Deus deixa existir o outro na sua liberdade, liberdade que se pode virar para o bem como para o mal. É um mistério fundamental: Deus não pode agir no mundo senão através de corações que se abrem livremente a Ele, e então age como um influxo de luz, de paz e de amor. De forma alguma Deus pode agir a partir de fora, como o faria um ditador ou um furacão. (...)

Se se parte da ideia de uma omnipotência que tudo faz, então Deus faz com que a sua criação seja ao mesmo tempo maravilhosa e falhada: é uma ideia sem pés nem cabeça! Mas se dizemos: o que é maravilhoso é o que Deus faz, e o que é falhado é todo o mal que procura desfigurar a obra de Deus, podemos, nesse momento, situarmo-nos nesse combate. " - Oliver Clément, em "Taizé, um sentido para a vida"

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Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]