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domingo, 25 de junho de 2017


«Cristo é um sol coberto pelas nuvens das nossas ambições e pré-ocupações.»

[Christian Bobin]

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

JESUS

«Jesus não é um ideologia que acrescentamos à vida; é a nossa própria vida em transfiguração.» [Carlos Maria Antunes]

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

DEUS LIBERTA-NOS


"Não, não temos que estar sempre bem e ter a vida toda moralmente ou regradamente direitinha para que Deus nos visite. Nem tudo na vida é bem sucedido e nós experimentamos os seus fracassos na pele. Sonhos que nunca se realizaram, dores causadas por tantas circunstâncias, sofrimento que causámos e que desejaríamos nunca o ter feito ou poder voltar atrás. Ou feridas que nos infligiram e que ainda ardem. Pedidos de desculpa que ainda não conseguimos verbalizar ou perdão que ainda não conseguimos conceder. Relações que eram para a vida e que, afinal, se desfizeram. Perdas que doem de saudade. E a nossa fragilidade e o nosso egoísmo que teimam tantas vezes em gritar mais alto do que o nosso desejo de bem.

Somos frágeis. Por isso Deus se fez frágil, para que o possamos acolher na nossa debilidade. Quem é só forte e bom não precisa de ninguém. Quem é rico de si e não se reconhece pequeno, não encontra lugar para Deus. Aquele que soma sucesso atrás de sucesso e não se permite experimentar a falha, é aplaudido no palco do mundo.

Deus vem, em Jesus, ao encontro do mais ínfimo lugar da história e da vida pessoal de cada um para que cada um possa ser encontrado onde e como está. Ao contrário dos outros encontros, em que tantas vezes temos que provar o que valemos ou esconder quem realmente somos, o encontro pessoal com Deus liberta-nos."


Pe. Miguel Almeida, s.j.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

FELIZ...

«Feliz aquele que, diante da taça cheia e inebriante que é a vida de Jesus, não cai na tentação de juntar água ao vinho.
Feliz aquele que não vai, nas costas de Cristo, compor as bancas que ele quebrou e restaurar os estragos que ele fez.
Feliz aquele que não se escandalizar com Jesus até ao ponto de o “domar”.»

Rui Santiago Cssr

sábado, 7 de janeiro de 2017

A felicidade de Jesus

Não é difícil desenhar o perfil de uma pessoa feliz na sociedade do tempo de Jesus. Seria o caso de um homem adulto e de boa saúde, casado com uma mulher honesta e fecunda, com filhos homens e terras ricas, observante da religião e respeitado em seu povoado. O que mais se podia pedir?

Certamente não era este o ideal ao qual Jesus aspirava. Sem esposa nem filhos, sem terras nem bens, percorrendo a Galileia como um ambulante, sua vida não correspondia a nenhum tipo de felicidade convencional. Sua maneira de viver era provocativa. Se era feliz, o era de maneira contracultural, ao revés do estabelecido.

Na verdade, Ele não pensava muito em sua felicidade. Sua vida girava muito mais em torno de um projeto que o entusiasmava e o fazia viver intensamente. Esse projeto se chamava “Reino de Deus”. Parece que só era feliz quando podia fazer felizes os outros. Sentia-se bem devolvendo às pessoas a saúde e a dignidade que lhes foram arrebatadas injustamente.

Não buscava seu próprio interesse, mas vivia criando novas condições de felicidade para todos. Não sabia ser feliz sem incluir os outros. Propunha a todos critérios novos, mais livres e radicais, para construir um mundo mais digno e feliz.

Acreditava num “Deus feliz”, o Deus Criador que olha com amor entranhável todas as suas criaturas, o Deus amigo da vida e não da morte, mais atento ao sofrimento das pessoas do que a seus pecados.

A partir da fé nesse Deus, rompia os esquemas religiosos e sociais. Não pregava “Felizes os justos e piedosos, porque receberão o prêmio de Deus': Não dizia “Felizes os ricos e poderosos, porque contam com a bênção de Deus”. Seu clamor era desconcertante para todos: “Felizes os pobres, porque Deus será sua felicidade”.

O convite de Jesus vem a dizer isto: “Não busqueis a felicidade na satisfação de vossos interesses, nem na prática interessada de vossa religião. Sede felizes trabalhando de maneira fiel e paciente por um mundo mais feliz para todos”.

Trecho do livro “O Caminho Aberto por Jesus”, de José Antonio Pagola, Editora Vozes.

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Como o Pai de Jesus e Pai Nosso nos vê:

"Deixa-me mostrar-te do que és capaz!
Dentro de ti, quero ensinar-te a ver cada coisa com o seu real tamanho e valor, porque às vezes vês grandes demais problemas pequenos, e não prestas atenção a grandes maravilhas… Como tu!
Quando aprenderás a olhar para ti como se contempla uma maravilha? Quando aprenderás a ver-te como eu te vejo?
Não te olho à procura de perfeições, não existe em mim qualquer moralismo, não te exijo que sejas diferente do que és para gostar de ti e para me encantar ao olhar-te. Basta-me que sejas assim como és. Não compliques…
Se tu soubesses do que és capaz, tirarias finalmente muitos projectos da gaveta do teu Coração e darias passos que antes julgavas maiores do que as pernas. 
Porque se tu soubesses do que és capaz, as tuas pernas cresceriam…"

domingo, 25 de dezembro de 2016

A CRIANÇA É A MENSAGEM



A criança é a mensagem.
Um Deus que entra em nossa vida desde a meninice é o mais crente de nós.
Acredita em recomeços.
Tem fé nos reinícios.
Adere aos nossos renascimentos.

O bebé é Deus dizendo: «Faça como eu, recomece sempre que um novo início for a salvação.»
Ele não é o outro que vem a nós.
É o menino que vimos crescer.
Não chega. Nasce.
Não se impõe. Entrega-se.
Não reivindica. Serve.
Não esmaga. Mistura-se.
Conta histórias para contar-se entre nós...
Não intimida. Seduz.

sábado, 24 de dezembro de 2016

TÃO DIVINO QUE ATÉ QUIS SER HUMANO



Está quase a chegar aquele primeiro dia «inteiro e limpo, onde emergimos da noite».
Sophia tem mesmo razão: «A casa de Deus está assente no chão».

É por isso que o Natal é o dia que não tem fim. 

É o dia que jamais anoitece e em que até o frio nos aquece.
É o dia em que os céus se abriram, em que os anjos saíram e melodias se ouviram.

O silêncio de Deus, que gemeu em Belém, continua a crepitar nos pobres também.
Quem não os ouve a eles, como pode ouvi-Lo, a Ele?

Aquele Menino é tão divino que até quis ser humano. Aquele Menino é tão humano que só pode ser divino.

O Deus que está naquele Menino humaniza-Se e diviniza-nos. Ele não nos retira humanidade. Pelo contrário, é a Sua divindade que deposita em nós humanidade. (...)

O Natal é o dia em que o futuro nasceu e até justiça choveu. (...)

Deus veio ao mundo. Acampou na terra para eliminar o ódio e acabar com a guerra.
Trouxe, como única veste, a paz e é imensa a alegria que a todos nos traz.

Veio em forma de criança. Haverá quem fique indiferente a tanta esperança?

Naquele dia, colocaram-No numa manjedoura, perto do chão. Mas, desde então, a Sua morada passou a ser o nosso coração!

domingo, 20 de novembro de 2016

O que conta...


O que conta, em cada Hora, 
é a Lei inscrita nos nossos corações pelo punho do Espírito 
com a grafia de Jesus.

[Rui Santiago Cssr, in "Ora Vê"]

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Vive de tal maneira...

Vive de tal maneira que a tua vida seja uma explicação do Evangelho de Jesus.

«Durante a Jornada Mundial da Juventude que decorreu na cidade polaca de Cracóvia nos últimos dias de Julho, um jovem perguntou ao Papa Francisco o que deveria dizer a um amigo ateu.
Francisco respondeu: “Escuta, a última coisa que deves fazer é dizer algo. Começa a fazer e ele verá o que fazes e perguntar-te-á; e quanto ele te perguntar, tu dizes”».

domingo, 2 de outubro de 2016

A certeza do perdão...

«Cristo não nos quer ébrios de culpabilidade, mas cheios de perdão e de confiança. (...)
O coração do ser humano é por vezes muito severo porque não se deixa revestir pela compaixão de Deus. Deus nunca é um algoz da consciência humana. Em sua bondade, embeleza e tece a nossa vida com o fio do seu perdão. Deus esconde o nosso passado no coração de Cristo e ocupa-se do nosso futuro. A certeza do perdão é a realidade do Evangelho mais extraordinária, mais inacreditável, mais generosa - é a libertação incomparável.»

Irmão Roger, de Taizé, in "Oração: Frescura de uma Fonte"

terça-feira, 13 de setembro de 2016

"Jesus é a corporização, em tons de urgência, do amor total!
Deixemos que a bondade brilhe. 

Que a paz se instale. 
Que a justiça floresça.
E que o amor vença.


Não foi por tudo isto que Ele deu a vida?"
Pe. João António - Blog http://theosfera.blogs.sapo.pt/

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A Felicidade de Jesus

"Não é difícil desenhar o perfil de uma pessoa feliz na sociedade do tempo de Jesus. Seria o caso de um homem adulto e de boa saúde, casado com uma mulher honesta e fecunda, com filhos homens e terras ricas, observante da religião e respeitado em seu povoado. O que mais se podia pedir?

Certamente não era este o ideal ao qual Jesus aspirava. Sem esposa nem filhos, sem terras nem bens, percorrendo a Galileia como um ambulante, sua vida não correspondia a nenhum tipo de felicidade convencional. Sua maneira de viver era provocativa. Se era feliz, o era de maneira contracultural, ao revés do estabelecido.

Na verdade, Ele não pensava muito em sua felicidade. Sua vida girava muito mais em torno de um projeto que o entusiasmava e o fazia viver intensamente. Esse projeto se chamava “Reino de Deus”. Parece que só era feliz quando podia fazer felizes os outros. Sentia-se bem devolvendo às pessoas a saúde e a dignidade que lhes foram arrebatadas injustamente.

Não buscava seu próprio interesse, mas vivia criando novas condições de felicidade para todos. Não sabia ser feliz sem incluir os outros. Propunha a todos critérios novos, mais livres e radicais, para construir um mundo mais digno e feliz.

Acreditava num “Deus feliz”, o Deus Criador que olha com amor entranhável todas as suas criaturas, o Deus amigo da vida e não da morte, mais atento ao sofrimento das pessoas do que a seus pecados.

A partir da fé nesse Deus, rompia os esquemas religiosos e sociais. Não pregava “Felizes os justos e piedosos, porque receberão o prêmio de Deus': Não dizia “Felizes os ricos e poderosos, porque contam com a bênção de Deus”. Seu clamor era desconcertante para todos: “Felizes os pobres, porque Deus será sua felicidade”.

O convite de Jesus vem a dizer isto: “Não busqueis a felicidade na satisfação de vossos interesses, nem na prática interessada de vossa religião. Sede felizes trabalhando de maneira fiel e paciente por um mundo mais feliz para todos".

 José Antonio Pagola, in “O Caminho Aberto por Jesus”

sábado, 11 de junho de 2016

O olhar de Jesus


Imagem: "A negação de Pedro" - Michael D. O'Brien


No evangelho de Lucas( 22; 60-62) lemos a seguinte passagem:

«Mas Pedro disse: Homem, não sei o que dizes.
Imediatamente, enquanto ele ainda falava, o galo cantou e o Senhor, voltando-Se, fixou o olhar em Pedro... E Pedro, saindo, chorou amargamente.»

«Eu tinha um relacionamento bastante bom com o Senhor. Conversava com Ele, pedia-Lhe coisas, louvava-O, agradecia-Lhe. Mas tinha sempre um sentimento ou sensação inesquecível de que Ele queria que eu olhasse bem no fundo dos Seus olhos... E isto eu não queria. Conversava muito, mas desviava os olhos, cada vez que percebia que Ele estava a olhar para mim. Sim, olhava sempre para outro lado. E eu sabia porquê! Tinha medo. Receava encontrar uma acusação nos olhos d´Ele: algum pecado não arrependido. Mas pensava também poder encontrar, naquele olhar, algum pedido: algo que Ele quisesse de mim. 
Um dia, finalmente, juntei toda a minha coragem e olhei! Não havia acusação alguma. Nem exigência ou pedido. Aqueles olhos diziam-me, simplesmente: «Eu amo-te!». Nessa altura eu olhei-os ainda mais no fundo com a persistência de quem procura algo. Nada encontrei, apenas a mensagem de sempre: «Eu amo-te!». Como Pedro, também eu saí... e chorei.»


Anthony de Mello, in "O canto do pássaro"

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Deus da fragilidade


«Não quero um Deus que se erga na justiça absoluta, no poder ilimitado, na perfeita inteligência. Seria um Deus que não sente a necessidade de se inclinar numa carícia, quando se eleva um gemido de dor.
Pelo contrário, o meu Deus é Jesus: que conhece a pressão do medo, a dor da recusa, a paixão do abraço, o calafrio pela carícia dos cabelos embebidos em nardo da mulher pecadora e amorosa.

Um Deus que me concede o direito de ser débil, «cana rachada», frágil como um homem e não hirto como um herói. E não me condena se sou mecha fumegante, mas pega neste meu fio de fumo, presságio de fogo possível, trabalha-o e protege-o, até dele fazer irromper de novo a chama. Não acaba por quebrar a cana rachada que eu sou, mas enfaixa-a como se fosse um coração ferido. Deus da fragilidade.»
[Ermes Ronchi, in «Tu és Beleza»]

sábado, 28 de maio de 2016

Quem é que tem medo da verdade?


Aproximou-se um homem habituado

ao uso inveterado do silêncio
o seu olhar varrendo toda a fraude
das palavras
Aproximou-se firme e impoluto
Esquadrinhou as faces oxidadas
da mentira
Olhou depois o chão como quem abre
um sepulcro
e lentamente desenhou
o puro rosto da verdade
sobre a areia.


Levantou depois os olhos azulados
À sua frente havia apenas céu
Para onde tinham ido os impostores? 
Quem é que tem medo da verdade? 
Baixou de novo os olhos 
e guardou na areia seca do deserto dois loiros grãos de trigo 
dois pedaços de azul
duas lágrimas
duas palavras interditas.

António Couto

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Deus é simples

«Deus é simples; nós é que O fazemos complicado.
Está próximo, nós é que O vemos à distância.

Faz parte da realidade e de tudo o que está ao nosso redor, nós é que O buscamos em sonhos e utopias.
O verdadeiro segredo para entrar em contacto com Deus é a humildade, simplicidade do coração é a agudeza do espírito; coisas essas que são infelizmente, apagadas em nós pelo orgulho, pela ganância e pela malícia.
Jesus já dizia: «Se não tiverdes um coração de criança, não entrareis no reino do céu»; e não adianta tentar enganar.»

Carlos Carreto

terça-feira, 3 de maio de 2016

UM FÉ À JESUS

«A única Fé decente e digna é a que humaniza as pessoas, as liberta dos medos e as cura dos egoísmos. Uma Fé à Jesus é capaz destes milagres.»

sábado, 30 de abril de 2016

EM SINTONIA COM JESUS

«Quando estiverem afinadas, Mestre,
todas as cordas da minha vida,
cada vez que as toques, cantarão de amor.»

[Rabindranath Tagore]
Afinar a nossa vida pela vida de Jesus.
Sintonizar o nosso coração com o coração do Mestre.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Uma pergunta pertinente de José Tolentino Mendonça:
«O que é que estamos a perder quando nos falta o desprendimento?»
Perante esta pergunta, ecoam em mim as palavras de Jesus ao jovem rico "Ainda te falta uma coisa...." (Mc 10:17-22). Assim como as que Jesus dirigiu a Marta, irmã de Maria: "Andas preocupada com tantas coisas, quando uma só é necessária" (Lc 10:38-42).

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...