segunda-feira, 31 de julho de 2017

Não há maior riqueza


«Não há maior riqueza que possamos receber do que termos aprendido a dar-nos...» 

Rui Santiago Cssr

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Aceitação

«No nosso mundo muitos corações recusam, fecham-se, são feridos, congelam. Quanto mais um coração está aberto, mais ele aceita, e mais feliz está. Devíamos escrever a palavra "Aceitação" em letras de ouro no coração. 

Ao fechar-se, o coração petrifica-se. Ao abrir-se, torna-se êxtase. Entre estes dois movimentos, ele tem ímpetos de afeto, até mesmo de adoração, expressões de ternura... Ele é volátil e inconstante, ele abre-se, e ele tem medo da ferida, ele não cessa de ir e vir como um caracol entre a sua casca dura e o seu corpo vulnerável oferecido ao ar nu.»

Christian Bobin

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Céu

«Dizer “no Céu” não é dar o nome a um “lugar” onde está a Recompensa. É dizer o cuidado, o carinho, o amor daquele que me fala e me promete tudo isto, “do Céu”, ou seja, das próprias mãos e Coração de Deus!»

Rui Santiago Cssr

sexta-feira, 14 de julho de 2017

domingo, 9 de julho de 2017

Um Livro de ar

«Os livros de hoje são de papel. Os livros de outrora eram de pele. A Bíblia é o único livro de ar - um dilúvio de tinta e de vento. Um livro insensato, desvairado no seu sentido, tão perdido nas suas páginas como o vento nos parques dos supermercados, nos cabelos das mulheres, nos olhos das crianças. Um livro impossível de ter entre duas mãos tranquilas, para uma leitura serena, longínqua: pôr-se-ia imediatamente em voo, espalharia a areia das suas frases entre os dedos. [...]

Não se aprendem palavras num livro de ar. Recebe-se, de tempos a tempos, a sua frescura. Estremecemos ao sopro de uma palavra: amava-te muito antes de nasceres. Amar-te-ei, muito para lá do fim dos tempos. Amo-te em todas as eternidades. »

Christian Bobin, in "Francisco e o Pequenino"

domingo, 2 de julho de 2017

O Amor me acolheu


O Amor me acolheu, mas minha alma retrocedeu,
culpada de pó e de pecado.
Mas, clarividente, o Amor, vendo-me hesitar
desde o momento em que entrei,
aproximou-se de mim, com doçura, perguntando-me
se precisava de alguma coisa.
“Um convidado” – respondi- “digno de estar aqui”.
O Amor disse: “Tu serás o convidado”.
“Eu? mau, ingrato? Ah! meu amado,
não posso olhar para ti”.
O Amor pegou-me pela mão e, sorrindo, respondeu-me:
“Quem fez esses olhos, senão eu?”.
“É verdade, Senhor, mas eu os manchei;
que a minha vergonha me leve onde mereço”.
“E não sabes” - perguntou o Amor - “Quem tomou todas as culpas sobre si?”.
“Meu Amado, então servirei”.
“Senta-te”, disse o Amor, “e disfruta destes manjares”.
Então sentei-me e comi.

George Hebert (Séc. XVII)

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]