quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O NOSSO NOME

De tanto me moldares, tens o meu nome gravado nas palmas das Tuas mãos amorosas. 

«Há pessoas cujo nome nós não podemos deixar de dizer quando contamos a nossa história. 
Deus não é capaz de contar a Sua História sem dizer o nosso nome. " Rui Santiago

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A TRANSPARÊNCIA DE UM HOMEM VIVO

Vive de tal maneira,
Vive com tal intensidade a vida,
Vive com tamanha beleza e encanto,
Vive com tal autenticidade e verdade,
Vive com verdadeira esperança,
Vive com tal gozo e graça,
Que a tua vida seja uma explicação
do Evangelho de Jesus.

Vive de tal maneira que se veja através de ti - o Outro.

Adaptação de um excerto de uma lectio divina proferida por Rui Santiago.

domingo, 25 de novembro de 2012

CRISTO HABITA EM NÓS


«A surpresa da presença de Jesus, o Ressuscitado, cria em ti uma morada de luz. 
Ela ilumina mesmo quando tudo parece envolto em obscuridade e brilha como brasas debaixo da cinza.
Por vezes, perguntas-te a ti mesmo: o fogo que há em mim vai apagar-se? Não foste tu que o acendeste, não são as tuas dúvidas que O vão lançar para o nada. (...)

Viver intensamente cada dia supõe deixar-se habitar por Cristo. A Sua Palavra é muito clara: "hoje quero entrar em tua casa

Irmão Roger, de Taizé, em "Oração: A Frescura de uma Fonte"

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O EVANGELHO DE JESUS


"O Evangelho de Jesus não é o ensinamento pelo qual aprendemos a “ir para o céu”, mas a Notícia, Boa, de que o Céu veio ter connosco! 
Deus vem, não para os piedosos e para os “santinhos”, mas para os pecadores e os famintos de Vida digna, livre, feliz."

Rui Santiago - http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/

domingo, 18 de novembro de 2012

FELIZ...



"Feliz de quem, surpreendido por uma situação incómoda, ousa dizer a si próprio: «Sou como o pássaro que canta entre os espinheiros de um silvado» (João XXIII, Diário da Alma)
O Evangelho não nos convida a acolher o Espírito Santo nessa parte de nós mesmos onde permanece o coração da nossa infância?" 

Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração

sábado, 17 de novembro de 2012

FLOR NO DESERTO



«Atravessas períodos em que tudo parece um deserto? Nesses momentos em que parece que nada se passa em ti, desabrocha, com muito pouco, uma flor no deserto.»

Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração"

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pai de Jesus e Pai Nosso


Do meio do trigo e do pão, do coração, 
oiço então a voz de Deus, que me dá a mão. 
Agarro-me. 
Sinto sulcos gravados nessa mão. 
Sigo-os com o dedo devagar. 
Percebo que são as letras do meu nome, os traços do meu rosto. 

Foi então por mim que desceste a este chão. 
O amor verdadeiro está lá sempre primeiro.



António Couto

http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2012/11/pai-de-jesus-e-pai-nosso.html

terça-feira, 13 de novembro de 2012

FRANCISCO E CLARA



"Nada há a dizer dela, a não ser que eles se completam como os dois pilares do arco-irís, passando de um ao outro todos os cambiantes de amor, todas as cores do sonho. Nada há a dizer dela senão o seu nome, e o seu nome diz o que ela é, o que ela dá: Clara, Clareira, clarabóia, clarividente, clarão, aclaramento: todos estes nomes estão no seu nome, todas estas luzes vêm dela (...) 

Amam-se do mesmo amor, são feitos para se entenderem, ébrios do mesmo vinho. Ela troca o seu vestido resplandecente por um grosseiro gabão de lã, e ei-los por muitos anos juntos e separados, ele apanhando na armadilha da sua voz as aves do céu, os bichos dos campos e os homens das cidades, ela ajuntando nas malhas de Deus um número cada vez maior de raparigas, cada vez mais bonitas. (...) 

Dois caçadores furtivos. Dois nómadas nas propriedades invisíveis de Deus (...) 

Reunidos pela conversa sem fim das almas, por esse deslumbramento de se ter encontrado o interlocutor privilegiado, aquele e aquela que tudo ouvem, mesmo os silêncios  mesmo o que não se saberia dizer para consigo no silêncio, a irmã, o irmão, sem quem o tempo passado na terra só teria sido tempo - nada mais(...)

Ele morreu antes dela, coisa sem importância, pois o amor, desde o seu advento, desde o seu primeiro frémito, aboliu os velhos decretos do tempo, suprimiu estas distinções do antes e do depois, tendo unicamente mantido o hoje eterno dos vivos, o hoje enamorado do amor.» 

Christian Bobin, em "Um Deus à flor da terra"

domingo, 11 de novembro de 2012

PESCADORES DE HOMENS (2ª parte)


Ao chamá-los, Jesus compromete-se com eles e dá-se a eles de uma maneira incondicional. Jesus não compromete simplesmente pessoas consigo ou com a causa do Reino… Antes disso, e mais importante, Jesus compromete-se com elas! Ao convidá-los a tornarem-se seus discípulos, é ele que assume o compromisso com eles, e não o contrário. A eles pede-lhes que o sigam. Que o descubram e se descubram novos no convívio com ele…

Jesus não os “roubou” do que viviam… Mas tudo fica diferente quando ele entra na vida dos seus. “Imediatamente, deixando as redes, seguiram Jesus.” Deixaram as redes, não o barco nem o seu mundo… Jesus não os rouba do seu mundo; antes, mete-se nele! Ao longo de todo o evangelho encontramos Jesus a percorrer as aldeias piscatórias onde se moviam alguns dos seus discípulos certamente há muito mais tempo que ele, que era de Nazaré, bem longe dali. A sua missão desenrola-se toda à volta do grande lago da Galileia, com as gentes destas povoações. Jesus não lhes pediu que vendessem o barco ou o abandonassem… Pelo contrário, vemo-lo a usá-lo para se dirigir às multidões que se aglomeravam às vezes na margem. Subia ao barco, entrava um pouco no lago, e falava daí.

O Reino acontece do lado de dentro da vida dos discípulos de Jesus, não fora, dentro das situações concretas que viviam, das ocupações que tinham, das pessoas que conheciam, das povoações que percorriam… É a partir daí que o Reino começa a emergir e a difundir-se, pela força de Jesus, cheio do Espírito.


Rui Santiago

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

PESCADORES DE HOMENS (1ª parte)


Jesus nunca procurou rodear-se de letrados na Lei, nem fariseus, nem gente piedosa de Jerusalém, que gravitavam à volta do Templo e do seu deus sempre insatisfeito. Queria gente calejada da vida, que conhecesse os meandros das experiências humanas mais profundas e reais, ainda que não as soubessem dizer com palavras bonitas, gente que soubesse comungar com as dores das pessoas que encontrassem no caminho, ainda que não fossem capazes de ler uma leitura na sinagoga aos sábados nem fazer um comentário à volta das minúcias desta ou daquela profecia…

Jesus entrava na vida destes homens e abria-lhes uma esperança, tocava dentro deles num ponto qualquer misterioso que os fazia sentirem-se desejosos de experimentar a aventura do Reino tal como ele a propunha, como um caminho de libertação das pessoas, de compromisso vital com elas no mais concreto, aí onde a vida acontece, onde a vida dói e morre às vezes, mas também se cura e re-suscita: “Pescadores de Homens”! Tudo parecia possível…. Com ele, sim! Inundava-os de uma esperança capaz de abandonar os barcos, as redes ou a mesa de cambista…


Quando os chama a serem seus companheiros e discípulos, não os chama em função de si mesmo, nem em função do que eles têm que “fazer”. Não lhes propõe que se voluntariem em função de uma causa “fora” deles… É mais profundo! Jesus compromete-se com eles: “Eu farei de vós…” “Eu farei de vós pescadores de homens”, diz-lhes Jesus. Não é um novo ofício que lhes está a dar, uma nova ocupação em regime de voluntariado solidário… É uma nova vida que lhes promete e com a qual se compromete ele mesmo: “Eu farei de vós...”Promete-lhes que ele mesmo fará dos seus outra coisa, fará neles coisas novas, lhes dará um futuro que sozinhos não constroem.


Rui Santiago

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SÓ DEUS CONHECE NOSSOS CORAÇÕES


Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.» Alguns doutores da Lei disseram consigo: «Este homem blasfema.» Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações? (Mateus 9, 2-5)

Há mais de um século, Abraham Lincoln fez uma observação que se tornou famosa: “Pode-se enganar a todos durante certo tempo e a alguns todo o tempo, mas não se pode enganar a todos todo o tempo”. Ainda assim, continua a haver muitos políticos que continuam a tentar!

Para nós, um importante corolário desta frase é que nunca se pode enganar Deus, nem mesmo por um instante! Mas parece que a nossa persistência não tem limites...
Nesta passagem bíblica, Jesus mostra uma vez mais a sua capacidade de ler o coração dos seus interlocutores. Esta aptidão foi, aliás, a causa de uma das maiores tristezas que o acompanhou permanentemente pois Ele podia ver a inveja e o ódio que tantas pessoas dirigiam contra ele.

O que é que Jesus vê quando lê os nossos corações? Sem dúvida que vê a nossa bondade – que nós próprios, tantas vezes, não conseguimos enxergar – e vê o nosso desejo de sermos verdadeiros e de realizar atos de amor. Mas há outra parte de nós que ele também vê: os nossos pecados e faltas, naturalmente, e também aqueles quartos fechados cujas portas nem sequer ousamos abrir.
Se Deus vê o que há dentro de nós e não nos rejeita, porque haveremos de ter medo desses quartos escuros e de olhar para aquelas dimensões da nossa vida que nos fazem estremecer só de pensar em as encarar? Não deveríamos ter esses receios porque não há nada que, com Deus, não seja possível enfrentar.
Lembremo-nos disto, confiemos nEle e abramos essas portas agora!

domingo, 4 de novembro de 2012

A ALEGRIA


«A alegria é um pássaro que só vem quando quer. Ela é livre. O máximo que podemos fazer é quebrar todas as gaiolas e cantar uma canção de amor, na esperança de que ela nos ouça. Oração é o nome que se dá a esta canção para invocar a alegria.» 

Rubem Alves

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

SEM OLHAR PARA TRÁS



«Seguir Cristo com um coração determinado não significa atear fogos de artifício, que produzem fortes clarões mas rapidamente se extinguem. 
Segui-lo é entrar e perseverar num caminho de confiança, que pode durar toda uma vida.

O Evangelho sugere que não olhemos para trás (Lucas 9,62), que não nos detenhamos nos nossos fracassos.»

Irmão Roger, de Taizé

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]