domingo, 29 de junho de 2008

Permanecer em Jesus


"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor (...)

Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim.

Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer (...)

Como o Pai me amou, assim também eu vos amei; permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor." (Jo 15; 1-10)

"A tarefa mais importante do discípulo é permanecer em Jesus. A permanência é a condição para poder dar fruto. O ramo só pode dar frutos se permanecer preso à videira. Permanecer em Jesus significa ficar imbuído do espírito e do amor de Jesus. Assim como o ramo recebe a seiva da videira, assim flui dentro de nós o amor de Jesus manifestado na sua morte de cruz.

Trata-se de um permanecer mútuo. Nós devemos permanecer em Jesus. E então também Ele permanecerá em nós impregnando-nos com o Seu amor. E esse amor nos faz dar frutos. O verdadeiro fruto não consiste em grandes feitos exteriores, ele se mostra, isso sim, no amor que passamos a irradiar. Tudo o que fazemos só será fecundo se levar a marca do amor." (Anselm Grün, em "JESUS - Porta para a Vida")

quinta-feira, 26 de junho de 2008

«EU AMO-TE, AMO-TE, AMO-TE...»

Jesus veio para abrir os meus ouvidos à voz que diz:

«Eu sou o teu Deus, moldei-te com as minhas mãos e amo o que fiz.
Amo-te com um amor sem limites, porque te amo como sou amado.
Não fujas de mim. Volta para mim - não apenas uma, duas vezes, mas uma e outra vez.
És meu filho.
Como podes duvidar de que voltarei a abraçar-te,
de que te apertarei contra o meu peito, te beijarei e afagarei o teu cabelo?
Eu sou o teu Deus do perdão e do amor, o Deus da ternura e do carinho.
Por favor não digas que Eu desisti de ti, que já não te suporto, que não há caminho de regresso.
Não é verdade. Desejo tanto que te aproximes de mim.
Conheço todos os teus pensamentos.
Escuto todas as tuas palavras e vejo todos os teus actos.
E gosto de ti porque és belo,
feito à minha imagem, uma expressão do meu amor mais íntimo.
Não te julgues a ti próprio. Não te condenes. Não te rejeites.
Deixa o meu amor tocar os cantos mais profundos e recônditos do teu coração
e revelar-te a tua própria beleza que perdeste de vista,
mas que voltará a ficar visível à luz da minha misericórdia.
Vem, vem deixa-me limpar as tuas lágrimas
e deixa que a minha boca se aproxime do teu ouvido e te diga:
"Eu amo-te, amo-te, amo-te".»


(Henri Nouwen, em "A Caminho de Daybreak")

terça-feira, 24 de junho de 2008

OUTROS CRISTOS

"Quando damos excessiva ênfase à divindade de Cristo acabamos por obscurecer a sua humanidade, e não O reconhecemos na nossa própria humanidade, nem na dos outros. A Igreja ensinou sempre que Cristo é perfeitamente humano e divino ao mesmo tempo, e que a sua divindade não diminuiu, antes aperfeiçoou a sua humanidade.(...)

É só em Sua humanidade e através dela, e na experiência da nossa própria humanidade e na dos outros, que começaremos a compreender o significado da sua divindade. Ele vem ao nosso encontro onde nós estamos, em nossa humanidade e não fora dela, e revela-se intimamente como uma presença no nosso vazio, como um companheiro no íntimo da nossa solidão. A nossa humanidade é preciosa: ela é aquilo em que Deus se pôde tornar.

Sempre que lemos algo de Cristo no Evangelho, estamos também a ler o nosso próprio retrato, porque Cristo é aquilo que nós somos chamados a ser. "Deus fez-se homem", como escreveu um dos antigos Padres da Igreja, "para que o homem pudesse tornar-se Deus". Cristo não é simplesmente, nem fundamentalmente, um modelo de bom comportamento que devamos imitar. Ele é a fonte da nossa vida, e o sentido dela, pois o sentido da nossa existência está em sermos outro Cristo. "O Espírito daquele que ressuscitou Cristo dos mortos habita em vós" (Rom 8,11). Olhando fixamente para Ele nas cenas do Evangelho, começamos a vislumbrar aquilo que Deus, desde a criação do mundo, quis que fôssemos - OUTROS CRISTOS." (George W. Hughes, em "O Deus das surpresas")

domingo, 22 de junho de 2008

Testemunho de Fé, Esperança e Amor


Finalmente, um dos grandes sonhos do meu amigo Nelson realizou-se: a história do seu encontro com o Deus de Amor, Misericórdia e Perdão revelado em Cristo Jesus tomou a forma de livro. De momento, o livro ainda não está à venda nas livrarias, mas pode ser adquirido junto
do Nélson, ou a pedido para o email: agracadedeus@gmail.com.

Há uns tempos, partilhei convosco trechos do seu testemunho de vivência cristã. Vejam AQUI.

A leitura da história do Nelson causou em mim um impacto profundo e abriu-me novos horizontes de fé. Também tive a graça de receber a dádiva da bonita, sincera e rica amizade que fomos construindo através da partilha de conhecimentos, pensamentos, sentimentos, ideias e experiências. Temos muitas coisas em comum, mas creio que a mais importante pode ser traduzida nas palavras de Agostinho:"A amizade entre as pessoas torna-se querida pelo vínculo suave que une muitas almas numa só."

Deixo-vos como aperitivo duas opiniões sobre o livro que é possível ler na contracapa do mesmo; a minha e da Elsa Sequeira (peço-vos que visitem o seu blog:http://eu-estou-aki.blogspot.com/ )

"É uma obra que se lê do princípio ao fim quase sem respirar. Adorei o seu testemunho, adorei a sua entrega, a sua descoberta. Temos aqui um tratado, aliás, um legado para as gerações vindouras! Numa época em que Cristo não está na moda e que a Igreja é coisa de gente velha, aqui está nestas páginas o perfume e a leveza da juventude, coloridas com o amor de Cristo! Lindo! Lindo! Lindo! Amei de coração!!!" (Elsa Sequeira, 39 anos, Escriturária, Retaxo - Castelo Branco)

"Uma das minhas descobertas mais importantes e preciosas foi o testemunho pessoalde vivência cristã do Nelson. Encontrei nele as palavras que há muito procurava para definir o que tenho vivido, sentido e experimentado no meu percurso de vidainterior, espiritual; na minha busca de Deus. É um testemunho sério, autêntico, honesto,em que o que mais me comove e inspira são as confissões pessoais de fraqueza,vulnerabilidade e impotência. Perante a debilidade e condicionalismos da doença, e da impotência para fazer face a ela, nasce a coragem, a fé e a esperança num Deus que "chama, cura e salva". Um Deus ao qual o Nelson se entrega com confiança,humildade e esperança. Um Deus que não é senão Amor. As palavras do Nelson são um testemunho desse Amor incondicional, infinito, inefável... A descoberta do seu testemunho de vida é para mim uma dádiva, uma bênção. Vou orar a Deus para que muitas pessoas o possam ler e serem iluminadas por ele. Eu sinto-me iluminado por ele…" (Paulo Costa, 34 anos, Operador de loja, Covilhã)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A VOSSA BÍBLIA EM IMAGENS

«O padre Sertillanges, para nos fazer compreender a atitude do verdadeiro crente perante a criação, escreveu substancialmente o seguinte: alguns turistas aproximam-se, à noite, de um chalé de montanha. Ao vislumbrarem uma luz numa vidraça, nem sequer perguntam quem a terá acendido. Só o pequeno guia reconhece sob a chama, anónima para todos, uma mão querida: a da mãe, a da namorada...
E o seu coração bate e o seu passo estuga-se. E enquanto os viandantes dizem «é ali», ele murmura «é ela». Assim também o crente, diante das criaturas, ao ver filtrar-se por elas uma luz misteriosa, compreende: é Ele. E, dia após dia, vai avançando cada vez mais no conhecimento do seu Deus, depois de ter aprendido a decifrar as suas mensagens...


Se todas as criaturas falam, com efeito, do Senhor e em nome do Senhor, quanto mais o filho aos seus pais!
Escutai este pai de família, um dos meus amigos: «Obrigado, meu homenzinho. Eu ajudo-te a aprender as primeiras noções do catecismo; mas tu és para mim, a cada instante, palavra viva de Deus. Quando, brincando contigo, te ponho de pé em cima de uma mesa e te digo "salta!", atiras-te rindo a bom rir. Sabes que te agarrarei no ar!
Quando estás a dormir, já não é o teu riso cristalino que ouço, mas voz divina que me diz: "Tens uma fé semelhante à deste pequenino? Que arriscas, que pensas poder arriscar por Mim? E olha que os meus braços são muitíssimo mais fortes do que os teus..."


Obrigado, meu homenzinho, por seres tão frágil, tão desajeitado, por necessitares sempre de mim para tudo: para te atar os sapatos, para te cortar a carne no prato. Obrigado por correres para mim com gritos de alegria quando eu entro. Obrigado pelos teus olhos iluminados quando te ofereço o mais pequeno presente. Obrigado, obrigado!».

Aquele rapazinho era para o pai, que o via com um olhar de fé, uma Bíblia viva; sem esse olhar de fé, o pequenino seria unicamente uma palavra de Deus escrita numa língua desconhecida.
É preciso pedir incessantemente ao Senhor que renove o nosso olhar. «Porei o meu olhar no teu coração», promete Ele a quantos lho pedem. Então, o cônjuge, os filhos e todas criaturas se tornarão transparentes para nós, tal como tantos vitrais através dos quais nos atinge a luz, diversamente colorida, da face de Deus.» (Henri Caffarel, em "Na Encruzilhadas do Amor")

terça-feira, 17 de junho de 2008

Pessoas e coisas pequenas

«Estar em L´Arche ajuda a compreender o Evangelho de modo diferente. Hoje lemos a multiplicação dos pães. "Erguendo o olhar e reparando que uma grande multidão viera ter com Ele, Jesus disse então a Filipe: "Onde havemos de comprar pão para esta gente comer?"... Disse-lhe um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: "Há aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?" (João 6, 5-9).
Para Jesus as ofertas singelas dum rapaz insignificante foram suficientes para alimentar todos os que lá estavam e ainda se encheram doze cestos com restos.


Esta é mais uma narrativa sobre o valor das pessoas insignificantes e das coisas pequenas. O mundo gosta de coisas grandes, impressionantes e complicadas. Deus escolhe as pequeninas coisas em que o Mundo nem repara...

Ao distribuir as ofertas simples das pessoas insignificantes revela-se a generosidade de Deus. Há suficiente, mesmo em abundância para todos - há muitos restos. Aqui torna-se visível um grande mistério. O pouco que damos multiplica-se. É assim que Deus age. É também assim que somos chamados a viver as nossas vidas. O pouco amor que temos, o pouco conhecimento que desfrutamos, o fraco conselho que podemos dar, os parcos haveres que possuímos, são-nos dados por Deus como presentes para serem distribuídos, Quanto mais damos, mais descobrimos que temos para dar. Os pequenos dons de Deus multiplicam-se todos na oferta." - (Henri Nouwen, em "A Caminho de Daybreak")

domingo, 15 de junho de 2008

FOME E SEDE DE DEUS

No seu diário espiritual, "A Caminho de Daybreak", Henri Nouwen, conta um episódio extremamente interessante e surpreendente (pelo menos para mim).

Durante um encontro com políticos eminentes em Washington (Estados Unidos), Henri Nouwen teve oportunidade de falar essencialmente sobre Jesus e o Evangelho, e não sobre política.

Sobre esse encontro ele escreveu: "O que mais me impressionou foi a ânsia demonstrada por todos os que hoje encontrei de ouvir falar da presença de Deus neste mundo. Parecia que nunca se cansavam de me ouvir. Durante as duas horas que durou o meu almoço com o Senador Hatfield e os seus colaboradores, nunca se falou de política. Toda a nossa atenção foi absorvida por questões relacionadas com o Novo Testamento, com uma vivência frutífera, com o desenvolvimento de relações significativas, como a oração, a obediência e lealdade.
Enquanto conversávamos, fui-me apercebendo de que estávamos, na verdade, a aproximar-nos mais dos verdadeiros problemas do mundo do que teria sucedido num debate acerca da política corrente.

A certa altura perguntei ao Senador Hatfield:

- Como é que eu posso ser útil ao Senado dos Estados Unidos?

- Venha falar-nos do perdão, da reconciliação e da maneira de vivermos em paz uns com os outros. Há tanta amargura e ressentimento, existe tanta inveja e rancor na vida dos políticos, tanto no trabalho como em casa, que qualquer palavra de conforto será recebida de mãos abertas.

Mais tarde, Douge Coe pediu-me que digirisse um retiro para vinte membros da Organização dos Jovens Presidentes. Perguntei-lhe:

Quem são os jovens presidentes?

- São pessoas, na sua maioria homens, que ganharam mais de um milhão de dólares antes dos trinta anos, que dirigem uma companhia com o mínimo de cinquenta trabalhadores e possuem influência significativa.

Qual é a finalidade do retiro?

- Eles desejam profundamente conhecer Jesus. Irão a qualquer ponto do mundo, no dia que quiser, só para ouvir falar de Jesus.


É preciso dizer mais alguma coisa? Porque é que eu tenho que desejar mais do que Jesus, se todas as pessoas que encontro me pedem para o proclamar?» -(Henri Nouwen, em "A Caminho de Daybreak")

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A POBREZA DOS RICOS

«O Murray é banqueiro em Nova Iorque e conhece pessoalmente inúmeras pessoas de quem eu só ouvi falar na televisão ou nos jornais. Leu muitos dos meus livros e acha que o seu mundo precisa tanto da Palavra de Deus como o meu. Foi uma experiência de grande humildade ouvir um homem que conhece «este mundo e o outro» dizer:

- Dê-nos uma palavra de Deus, fale-nos de Jesus... não se afaste dos ricos que são tão pobres.

Jesus ama os pobres - mas a pobreza reveste-se de muitas formas. Esqueço-me desse facto com imensa facilidade, deixando os poderosos, os famosos e os bem sucedidos na vida, sem o alimento espiritual de que carecem. Mas, para oferecer esse alimento, tenho que ser eu próprio muito pobre - não curioso, não ambicioso, não pretencioso, não orgulhoso. É tão difícil deixarmo-nos deslumbrar pelo brilho mundano, seduzidos pelo seu aparente esplendor. E, contudo, o único lugar onde devo estar é o da pobreza, o ponto onde há solidão, raiva, confusão, depressão e sofrimento. Preciso de lá ir em nome de Jesus, mantendo-me junto do seu nome e oferecendo o seu amor.

Ó Senhor, ajuda-me a não me deixar dispersar pelo poder e pela riqueza;
ajuda-me a não me deixar impressionar com as estrelas e heróis deste mundo.
Abre os meus olhos aos corações sofredores do teu povo,
sejam quem forem,
e põe na minha boca a Palavra curativa e consoladora.
Ámen.»

(Henri Nouwen, em "A Caminho de Daybreak")

terça-feira, 10 de junho de 2008

Viver para a Glória de Deus

«Quando o cristão faz o que tem a fazer, quando é livre com a liberdade de Cristo, a cruz é inevitável.

Um dia de sábado, os apóstolos têm fome (Mc 2, 23-28). Colhem algumas espigas de trigo, debulham os grãos e comem-nos. Mas os fariseus, que andavam a espiá-los, aproximam-se e dizem a Jesus: como é isto, tu deixas fazer aos teus apóstolos o que não é permitido fazer num dia de sábado? Jesus olha para eles «com um olhar circular e profundo» e diz-lhes: "eles têm fome e quereis que os impeça de comer?" Existe, de facto, uma lei positiva, mas a caridade passa-lhe à frente. Liberdade de Cristo em relação ao «que dirão?».

Um homem que tinha a mão seca desde há muito, pede a Jesus que o cure (Mc 3, 1-6). Os fariseus vigiam: vamos ver! Terá a ousadia de curar um homem em dia de sábado? O Evangelho nota que Jesus olha para eles com ira, depois diz ao homem: «Estende a tua mão» e cura-o. Os fariseus saem imediatamente e maquinam sobre a melhor maneira de fazer morrer Jesus. Isto, desde o começo do Evangelho de Marcos. Liberdade de Jesus em relação ao «que me farão?». Façam-Me o que quiserem, sou um homem livre.

A cena da multiplicação dos pães. (Mc 6, 30-46). Jesus é livre em relação à glória humana. Poderia ter deixado que O coroassem rei, seria muito fácil. Em vez disso, pede aos apóstolos que entrem na barca e passem para a outra margem do lago. Depois, desaparece e vai orar para a montanha. Liberdade em relação à glória humana e a todas as pressões que O fariam desviar-Se.» (François Varillon, em "Alegria de Crer e Viver")

domingo, 8 de junho de 2008

Glória humana vs Glória Divina

«A glória humana é consequência de se ser considerado melhor, mais rápido, mais bonito, mais poderoso ou mais bem sucedido do que os outros. A glória conferida pelas pessoas é uma glória que dimana das comparações favoráveis com outras pessoas. Quanto mais alta for a nossa cotação no quadro indicador dos resultados da vida, tanto maior será a glória recebida. A glória tem um curso ascendente

Mas, como é a glória de Deus? Como podemos vê-la e recebê-la?

«No seu Evangelho João mostra que Deus escolhe revelar-nos a sua glória na sua humilhação.
Esta é a boa, mas também perturbante novidade. Deus, na sua infinita sabedoria, escolheu revelar-nos a sua divindade não através da competição, mas sim da compaixão, ou seja, sofrendo connosco. Deus preferiu o caminho do movimento descendente.
Sempre que Jesus fala de ser glorificado e dar glória refere-se sempre à sua humilhação e à sua morte. É através do caminho da Cruz que Jesus dá glória a Deus, recebe glória de Deus e nos dá a conhecer a glória divina. A glória da ressurreição nunca pode ser separada da glória da cruz. O Senhor ressuscitado mostra-nos sempre as suas feridas.

As pessoas procuram a glória subindo. Deus revela a sua glória descendo. Se queremos ver a verdadeira glória de Deus temos que descer com Jesus...» - Henri Nouwen, em "A Caminho de Daybreak"

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Descer para Subir

«Jesus veio para reunir, para curar, para criar laços, para reconciliar. Ele partilhou a nossa angústia para que, através dela, fôssemos capazes de reencontrar o caminho para Deus. Jesus desceu para subir. "Esvaziou-se de si mesmo... rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome..." (Fl 2, 7-9).


Tudo em mim quer subir. A mobilidade descendente com Jesus choca radicalmente contra as minhas inclinações, contra os conselhos do mundo que me rodeia e contra a cultura da qual faço parte.
Para onde quer que me vire sou confrontado com a minha forte resistência a seguir Jesus no seu caminho para o calvário, e com os meus incontáveis modos de evitar a pobreza, quer material, quer intelectual, quer emocional. Só Jesus, no qual reside a plenitude de Deus, poderia escolher livremente ser inteiramente pobre.» - (Henri Nouwen, em "A Caminho de Daybreak")

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Na companhia de Jesus

«Jesus conduz-nos sempre para a humildade, que é onde a pobreza e a compaixão se encontram. É onde encontramos Deus...

O caminho de Jesus só pode ser percorrido na sua companhia. Se eu pretender fazê-lo sozinho, torna-se uma forma de heroísmo invertido, tão instável como o próprio heroísmo. Apenas Jesus, o Filho de Deus, Se pode dirigir a esse ponto de entrega e compaixão totais. Ele também nos avisa quanto a lutarmos apenas com as nossas forças:«Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco se não permanecerdes em mim.» Mas Ele também promete: «Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto» (João 15, 4b, 5a).

Jesus convoca-nos a continuarmos a sua missão de revelar o perfeito amor de Deus neste mundo. Ele chama-nos a uma doação total. Não quer que guardemos nada para nós mesmos. Pelo contrário, Ele deseja que o nosso amor seja tão rico, tão radical e tão completo como seu...

Apercebo-me agora com clareza porque é que a acção sem oração é tão infrutífera. Só através da oração ficamos intimamente ligados a Jesus e descobrimos a força de nos unirmos a Ele no seu caminho.» - Henri Nouwen, em "A Caminho de Daybreak"

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]