segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Servir a Deus

Cristo diz-nos. "Não vos chamo servos, chamo-vos amigos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. E Eu dei-vos a conhecer tudo o que o meu Pai Me ensinou» (Jo 15, 15-16). Afirmação espantosa. É como se nos dissesse: sabeis tanto como Eu. É preciso ser-se tanto mais servo quanto menos se é tratado como servo. Em francês, há uma expressão que me parece vir aqui muito a propósito: prestar um serviço de amigo. É a síntese entre o servo e o amigo.

Não se pode fazer a vontade de Deus e continuar a ser simplesmente servo, porque a vontade de Deus é sempre uma vontade de amor. Fazer a vontade de Deus é necessariamente entrar na sua intimidade e já não ser pura e simplesmente servo, mas sim amigo e amigo íntimo. No entanto, é preciso que o facto de sermos amigos não nos impeça de continuarmos ao seu serviço. Deixaríamos automaticamente de ser amigos.

Reparemos em S. Mateus 12, 50: «Quem faz a vontade do meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão e minha irmã e minha mãe». Isto é: é meu íntimo. Serviço de amigo. O amigo não presta serviço como aquele que é apenas servo. É uma tonalidade completamente diferente. (...)

Não nos deixemos iludir. O serviço de Deus através do serviço aos irmãos significa dar a minha vida por eles, na totalidade e no pormenor. Ser o amigo que presta serviço, um serviço de amigo, é dar a própria vida.

François Varillon, em "Viver o Evangelho"


Quais devem ser as qualidades desse serviço?

Amanhã, se Deus quiser, publicarei a resposta a esta questão segundo a opinião do Pe. François Varillon. Contudo, gostaria de saber quais devem ser, na vossa opinião, as qualidades desse serviço?

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Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]