segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Autenticidade

"A vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça."

"Só pode haver dois amores fundamentais, escreveu Agostinho, "o amor a Deus, numa negligência do meu eu, ou o amor do eu, numa negligência de Deus."

Thomas Merton disse que a vida dedicada à sombra é uma vida de pecado. Pequei na minha recusa covarde - por temer ser rejeitado - de pensar, de sentir, de agir, de responder e de viver a partir do meu eu autêntico. Recusamos ser o nosso verdadeiro eu até mesmo com Deus - e depois perguntamo-nos por que nos falta intimidade com Ele.(...)

Aceitar a realidade da nossa pecaminosidade, significa aceitar o nosso eu autêntico. Judas não conseguiu encarar a sua sombra; Pedro conseguiu.(...)
Quando aceitamos a verdade do que realmente somos e a rendemos a Jesus Cristo, somos envoltos em paz, quer nos sintamos em paz, quer não. Quero dizer com isso que a paz que ultrapassa o entendimento não é uma sensação subjectiva de paz; se estamos em Cristo, estamos em paz, mesmo quando não sentimos nenhuma paz.

manning

Brennan Manning, em "O Obstinado Amor de Deus"

3 comentários:

Maria João disse...

Uma das grandes tragédias hoje em dia é o nosso orgulho. Nunca somos culpados...

beijos em Cristo

Discípulo de Jesus. disse...

Excelente, eu necessito ser mais o que realmente sou e deixar de tentar ser o que os outros querem que eu seja.
Muito bom este post.

A Flôr disse...

Eu quero diminuir mais, para que Cristo cresça em mim....

Gostei tanto da imagem, que "levei-a" para um dia destes a "plantar" lá no meu cantinho... Obrigado!

Flor deixa um abraço fraterno :)

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]