"O cristianismo consiste primariamente não naquilo que fazemos para Deus, mas no que Deus faz por nós- as coisas maravilhosas e grandiosas que Ele concebeu e alcançou para nós em Cristo Jesus" - Brennan Manning, em «O impostor que vive em mim»
"A vida é uma dança na direcção de Deus, começo a pensar. E a dança não é tão graciosa quanto desejaríamos. Enquanto deslizamos e rodopiamos, com nossos passos ensaiados, Deus atrapalha os nossos pés, pisa os nossos dedos e raspa nos nossos sapatos. Então, aprendemos a dançar com Aquele que nos criou. E é uma dança díficil de aprender, porque os Seus passos são estranhos" - Donald Miller
"Para sermos perfeitamente o que Deus quer que sejamos, é-nos preciso ser com toda a verdade nós mesmos. Mas, para sermos nós mesmos, de verdade, temos que encontrarmo-nos em Cristo - o que só pode acontecer se nos perdermos Nele. É esta a nossa grande vocação" - Thomas Merton, em «Espiritualidade, Contemplação e Paz»
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
terça-feira, 6 de novembro de 2007
A lei e a graça
«Mas agora fomos libertos da lei, havendo morrido para aquilo em que estávamos retidos, para servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da letra.» - Romanos 7, 6
«A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei(...) O amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei.»- Romanos 13; 8, 10
«Não sou o que eu devo ser. Não sou o que desejo ser. Não sou o que espero ser. Mas posso dizer com verdade: não sou o que eu era. Pela graça de Deus, sou o que sou.»- John Newton
Um dos melhores livros cristãos que li (e continuo a ler) até hoje e que me ajudou a compreender o cerne da mensagem do evangelho, é "Maravilhosa Graça" de Philip Yancey. Muitos de vós já devem ter lido este livro, e espero sinceramente que tenham aprendido lições valiosas e essenciais através dele. Eu aprendi muito com ele, e gostaria de partilhar convosco mais alguns excertos sobre uma questão de crucial importância para todos os seguidores de Cristo.
«Certa vez li que, proporcionalmente, a superfície da terra é mais lisa do que uma bola de bilhar. As alturas do Monte Evereste e as profundezas do Oceano Pacífico são muito impressionantes para aqueles que vivem neste planeta. Mas vistas de Andrómeda, ou mesmo de Marte, essas diferenças não fazem a menor diferença. É assim que agora vejo as mesquinhas diferenças comportamentais entre um grupo cristão e outro. Comparadas com um Deus santo e perfeito, o mais elevado Evereste de regras não passa de um montículo de terra. Não podemos obter a aceitação de Deus escalando; temos de recebê-la como um presente. Jesus proclamou, sem sombra de dúvida, que a lei de Deus é tão perfeita e tão absoluta que ninguém pode alcançar a justiça. E, por outro lado, a graça de Deus é tão grande que não temos de alcançá-la. Tentando provar como merecem o amor de Deus, os legalistas perdem o ponto principal do evangelho, que é o dom de Deus às pessoas que não o merecem. A solução para o pecado é deixar de impor um código cada vez mais restrito de comportamento. É conhecer a Deus.»
Como já vivi na pele a experiência de viver no seio de uma religião fundamentada em aspectos exteriores e regras de homens, entendo intima e profundamente as palavras de um homem que durante toda a sua vida lutou contra o legalismo.
«Leão Tolstói, que batalhou contra o legalismo toda a sua vida, entendia as fraquezas de uma religião fundamentada nos aspectos exteriores. O título de um dos seus livros fala disso: The Kingdotn of Godls Within You [O reino de Deus está dentro de ti]. De acordo com Tolstói, todos os sistemas religiosos têm a inclinação de promover regras exteriores, ou moralismo. Em contraste, Jesus recusou definir um conjunto de regras que os seus seguidores pudessem então cumprir com um senso de satisfação.
Tolstói traçou um contraste entre o método de Jesus e o de todas as outras religiões:
"A prova da observância dos ensinamentos religiosos exteriores é se a nossa conduta se conforma ou não com os seus decretos (como, por exemplo, guardar o sábado, dar o dízimo ou ser circuncisado). Tal conformidade realmente é possível. A prova da observância dos ensinamentos de Cristo é nossa consciencialização dos fracassos em atingir uma perfeição ideal. O grau em que nos aproximamos dessa perfeição não pode ser visto; tudo o que podemos ver é a extensão do nosso desvio. Um homem que professa uma lei externa é como alguém de pé à luz de uma lanterna fixa num poste. É uma luz que o envolve todo, mas não há mais nenhum lugar para ele andar. Um homem que professa os ensinamentos de Cristo é como um homem que carrega uma lanterna: a luz está diante dele, sempre iluminando um pedaço de chão novo e sempre encorajando-o a caminhar mais. Por outras palavras, a prova da maturidade espiritual não é quanto estamos "puros", mas, sim, a consciencialização da nossa impureza. Essa mesma consciencialização abre a porta para a graça." - Leão Tolstoi».
Philip Yancey, em "Maravilhosa Graça"
«A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei(...) O amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei.»- Romanos 13; 8, 10
«Não sou o que eu devo ser. Não sou o que desejo ser. Não sou o que espero ser. Mas posso dizer com verdade: não sou o que eu era. Pela graça de Deus, sou o que sou.»- John Newton
Um dos melhores livros cristãos que li (e continuo a ler) até hoje e que me ajudou a compreender o cerne da mensagem do evangelho, é "Maravilhosa Graça" de Philip Yancey. Muitos de vós já devem ter lido este livro, e espero sinceramente que tenham aprendido lições valiosas e essenciais através dele. Eu aprendi muito com ele, e gostaria de partilhar convosco mais alguns excertos sobre uma questão de crucial importância para todos os seguidores de Cristo.
«Certa vez li que, proporcionalmente, a superfície da terra é mais lisa do que uma bola de bilhar. As alturas do Monte Evereste e as profundezas do Oceano Pacífico são muito impressionantes para aqueles que vivem neste planeta. Mas vistas de Andrómeda, ou mesmo de Marte, essas diferenças não fazem a menor diferença. É assim que agora vejo as mesquinhas diferenças comportamentais entre um grupo cristão e outro. Comparadas com um Deus santo e perfeito, o mais elevado Evereste de regras não passa de um montículo de terra. Não podemos obter a aceitação de Deus escalando; temos de recebê-la como um presente. Jesus proclamou, sem sombra de dúvida, que a lei de Deus é tão perfeita e tão absoluta que ninguém pode alcançar a justiça. E, por outro lado, a graça de Deus é tão grande que não temos de alcançá-la. Tentando provar como merecem o amor de Deus, os legalistas perdem o ponto principal do evangelho, que é o dom de Deus às pessoas que não o merecem. A solução para o pecado é deixar de impor um código cada vez mais restrito de comportamento. É conhecer a Deus.»
Como já vivi na pele a experiência de viver no seio de uma religião fundamentada em aspectos exteriores e regras de homens, entendo intima e profundamente as palavras de um homem que durante toda a sua vida lutou contra o legalismo.
«Leão Tolstói, que batalhou contra o legalismo toda a sua vida, entendia as fraquezas de uma religião fundamentada nos aspectos exteriores. O título de um dos seus livros fala disso: The Kingdotn of Godls Within You [O reino de Deus está dentro de ti]. De acordo com Tolstói, todos os sistemas religiosos têm a inclinação de promover regras exteriores, ou moralismo. Em contraste, Jesus recusou definir um conjunto de regras que os seus seguidores pudessem então cumprir com um senso de satisfação.
Tolstói traçou um contraste entre o método de Jesus e o de todas as outras religiões:
"A prova da observância dos ensinamentos religiosos exteriores é se a nossa conduta se conforma ou não com os seus decretos (como, por exemplo, guardar o sábado, dar o dízimo ou ser circuncisado). Tal conformidade realmente é possível. A prova da observância dos ensinamentos de Cristo é nossa consciencialização dos fracassos em atingir uma perfeição ideal. O grau em que nos aproximamos dessa perfeição não pode ser visto; tudo o que podemos ver é a extensão do nosso desvio. Um homem que professa uma lei externa é como alguém de pé à luz de uma lanterna fixa num poste. É uma luz que o envolve todo, mas não há mais nenhum lugar para ele andar. Um homem que professa os ensinamentos de Cristo é como um homem que carrega uma lanterna: a luz está diante dele, sempre iluminando um pedaço de chão novo e sempre encorajando-o a caminhar mais. Por outras palavras, a prova da maturidade espiritual não é quanto estamos "puros", mas, sim, a consciencialização da nossa impureza. Essa mesma consciencialização abre a porta para a graça." - Leão Tolstoi».
Philip Yancey, em "Maravilhosa Graça"
domingo, 4 de novembro de 2007
Assume a vitória

Ainda tens medo de morrer. O medo está relacionado com o receio de não seres amado. As tuas perguntas: «Amas-me?» e «Tenho que morrer?» estão profundamente ligadas. Interrogavas-te quando eras criança e ainda te interrogas.
À medida que te capacitas de seres completa e incondicionalmente amado, também te apercebes que não tens que temer a morte. O amor é mais forte que a morte; o amor de Deus já te envolvia antes de teres nascido e permanecerá após a tua morte.Jesus chamou-te desde o momento da tua concepção no ventre da tua mãe. É a tua vocação para receber e dar amor.
Mas sentes desde o princípio a força da morte. Ela atacou-te durante todo o teu amadurecimento. Tens sido fiel à tua vocação, ainda que muitas vezes te tenhas sentido esmagado pelas trevas. Sabes agora que essas forças soturnas não terão nenhum poder final sobre ti. É a vitória de Jesus que te chamou. Ele venceu por ti as forças da morte para que tu pudesses viver em liberdade.
Tens que assumir essa vitória e não viver como se a morte ainda te controlasse. A tua alma conhece essa vitória, mas a tua mente e as tuas emoções ainda não a aceitaram completamente. Continuam a lutar. Neste aspecto continuas a ser uma pessoa de pouca fé. Confia na vitória e deixa que as tuas emoções e a tua mente se convertam gradualmente à verdade. Experimentarás nova alegria e nova paz à medida que deixares essa verdade chegar a cada canto do teu ser. Não te esqueças: a vitória foi conquistada, as forças da morte já não governam, o amor é mais forte do que a morte.
Henri Nouwen, em " A voz íntima do amor"
sábado, 3 de novembro de 2007
Capacita-te de que és bem-vindo
O que mais receias é não ser bem-vindo. Isto está ligado ao receio inato que trazes desde o nascimento, o receio de não seres bem recebido nesta vida, e o teu medo da morte, medo de não seres bem recebido na vida depois desta. É o medo arraigado de que teria sido melhor se não tivesses nascido.
Aqui enfrentas o cerne da batalha espiritual. Irás ceder às forças das trevas, que afirmam não seres bem-vindo a esta vida, ou és capaz de confiar na voz daquele que veio não para te condenar mas para te libertar do medo? Tens que escolher a vida. Em cada momento tens que confiar na voz que afirma: «Eu amo-te. Eu plasmei-te no seio da tua mãe» (Salmo 139, 13).
Tudo o que Jesus te está a dizer pode ser resumido nestas palavras «acredita que és bem-vindo». Jesus oferece-te a sua vida mais íntima com o Pai. Ele quer que saibas tanto quanto Ele e faças tudo o que Ele faz. Ele quer que a sua casa seja a tua. Sim, Ele quer preparar um lugar para ti na casa do seu Pai.
Tem sempre presente que os teus sentimentos de seres indesejável não provêm de Deus e não falam verdade. O Príncipe das Trevas crê que a tua vida é um erro e que não há lugar para ti. Mas sempre que deixas estes pensamentos afectarem-te, enveredas pelo caminho da autodestruição. Por isso tens que continuar a desmascarar a mentira e a pensar, falar e agir de acordo com a verdade de seres muito, muito bem-vindo.
Henri Nouwen, em "A voz íntima do amor"
Aqui enfrentas o cerne da batalha espiritual. Irás ceder às forças das trevas, que afirmam não seres bem-vindo a esta vida, ou és capaz de confiar na voz daquele que veio não para te condenar mas para te libertar do medo? Tens que escolher a vida. Em cada momento tens que confiar na voz que afirma: «Eu amo-te. Eu plasmei-te no seio da tua mãe» (Salmo 139, 13).
Tudo o que Jesus te está a dizer pode ser resumido nestas palavras «acredita que és bem-vindo». Jesus oferece-te a sua vida mais íntima com o Pai. Ele quer que saibas tanto quanto Ele e faças tudo o que Ele faz. Ele quer que a sua casa seja a tua. Sim, Ele quer preparar um lugar para ti na casa do seu Pai.
Tem sempre presente que os teus sentimentos de seres indesejável não provêm de Deus e não falam verdade. O Príncipe das Trevas crê que a tua vida é um erro e que não há lugar para ti. Mas sempre que deixas estes pensamentos afectarem-te, enveredas pelo caminho da autodestruição. Por isso tens que continuar a desmascarar a mentira e a pensar, falar e agir de acordo com a verdade de seres muito, muito bem-vindo.
Henri Nouwen, em "A voz íntima do amor"
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Henri Nouwen e o seu amigo Adam

O autor cristão com mais textos publicados no meu blog, é o sacerdote Henri Nouwen. Creio que os textos que postei são muito apreciados e têm tocado o coração de alguns visitantes deste cantinho. Mas, quem é o homem por detrás dessas reflexões espirituais sobre Deus e a vida cristã? Convido-vos a conhecer um pouco melhor este sacerdote através das palavras de outro autor cristão sobejamente conhecido - Philip Yancey( foi através deste autor que li pela primeira vez algo sobre Henri Nouwen).
Bem-aventurados os misericordiosos. Aprendi a verdade dessa beatitude com Henri Nouwen, sacerdote que ensinava na Universidade de Harvard. No auge da carreira, Nouwen mudou-se de Harvard para uma comunidade chamada Daybreak, perto de Toronto, a fim de assumir as tarefas exigidas por sua amizade com um homem chamado Adam. Nouwen agora serve não aos intelectuais, mas a um jovem considerado por muitos uma pessoa inútil que deveria ter sido abortada.
Nouwen descreve seu amigo:
«Adam é um homem de 25 anos de idade que não consegue falar, não consegue vestir-se, nem tirar a roupa, não pode andar sozinho, não pode comer sem ajuda. Ele não chora nem ri. Apenas às vezes faz contato com os olhos. As costas são deformadas. Os movimentos dos braços e das pernas são distorcidos. Ele sofre de severa epilepsia e, apesar de pesada medicação, raros dias se passam sem ataques do grande mal. Às vezes, quando fica subitamente rígido, emite um gemido imenso. Em algumas ocasiões já vi uma grande lágrima rolar por sua face.
Levo cerca de hora e meia para acordar Adam, dar-lhe medicação, carregá-lo até ao seu banho, lavá-lo, barbeá-lo, escovar seus dentes, levá-lo à cozinha, dar-lhe o café da manhã, colocá-lo na sua cadeira de rodas e levá-lo até ao lugar onde passa a maior parte do dia com exercícios terapêuticos.»
Numa visita a Toronto, observei-o na sua rotina com Adam, e devo admitir que tive uma dúvida passageira quanto a ser aquele o melhor emprego da sua vida. Eu ouvira Henri Nouwen falar e lera muitos dos seus livros. Ele tinha muita coisa a oferecer. Outra pessoa não poderia assumir a tarefa servil de cuidar de Adam? Quando cautelosamente mencionei o assunto com o próprio Nouwen, ele me informou que eu interpretara de todo erradamente o que estava acontecendo. “Não estou desistindo de nada”, ele insistiu. Sou eu, não o Adam, quem recebe os principais benefícios de nossa amizade.”
Então Nouwen começou a enumerar para mim todos os benefícios que obtivera. As horas passadas com Adam, disse, deram-lhe uma paz interior tão satisfatória que fez com que a maioria de suas outras tarefas intelectuais parecessem enfadonhas e superficiais por contraste. No começo, quando se assentava com esse homem-criança desamparado, percebia como a busca do sucesso na academia e no ministério cristão era obsessiva e marcada pela rivalidade e pela competição. Adam lhe ensinara que “o que nos torna humanos não está na nossa mente mas no nosso coração, não é a nossa capacidade de pensar, mas a nossa capacidade de amar”.
Já agora, leiam também este post: http://seguirjesus.blogspot.com/2007/04/sedentos-de-amor.html
terça-feira, 30 de outubro de 2007
O Amor é...
O amor é muito poderoso, é um bem imenso e perfeito; só o amor torna leves os pesados fardos e suaves os lugares mais duros. Suporta todas as dificuldades como se nada fossem, e torna todo o amargor doce e agradável. O amor a Jesus é nobre e inspira-nos grandes obras; exorta-nos sempre a procurar a perfeição(...)
Nada é mais doce do que o amor, nada é mais forte, nada é maior, nada é mais amplo, nada mais agradável, nada mais completo ou melhor no céu como na terra; porque o amor nasce de Deus, e apenas em Deus pode recair, acima de todas as coisas criadas.
O amor voa, corre e salta de alegria; é livre e ilimitado. O amor dá tudo por tudo, recaindo n' Aquele que está acima de todas as coisas, de Quem provém e flui todo o bem. O amor não olha às dádivas, volta-se para o Autor de todas as boas dádivas. O amor não conhece limites, transcende ardentemente todas as barreiras. O amor não sente o peso dos fardos, não dá pelo trabalho, tenta coisas para além das suas forças; para o amor nada parece impossível, pois sente-se capaz de fazer todas as coisas. Por isso o amor faz grandes coisas; é forte e eficiente; ao passo que aquele a quem o amor falta desfalece e perde-se.
O amor é vigilante e, embora repouse, nunca dorme; pode estar cansado, mas nunca exausto; aprisionado, mas nunca a ferros; alarmado, mas nunca temeroso; como uma chama viva e uma tocha ardente, segue em frente e transcende todos os obstáculos.
Nada é mais doce do que o amor, nada é mais forte, nada é maior, nada é mais amplo, nada mais agradável, nada mais completo ou melhor no céu como na terra; porque o amor nasce de Deus, e apenas em Deus pode recair, acima de todas as coisas criadas.
O amor voa, corre e salta de alegria; é livre e ilimitado. O amor dá tudo por tudo, recaindo n' Aquele que está acima de todas as coisas, de Quem provém e flui todo o bem. O amor não olha às dádivas, volta-se para o Autor de todas as boas dádivas. O amor não conhece limites, transcende ardentemente todas as barreiras. O amor não sente o peso dos fardos, não dá pelo trabalho, tenta coisas para além das suas forças; para o amor nada parece impossível, pois sente-se capaz de fazer todas as coisas. Por isso o amor faz grandes coisas; é forte e eficiente; ao passo que aquele a quem o amor falta desfalece e perde-se.
O amor é vigilante e, embora repouse, nunca dorme; pode estar cansado, mas nunca exausto; aprisionado, mas nunca a ferros; alarmado, mas nunca temeroso; como uma chama viva e uma tocha ardente, segue em frente e transcende todos os obstáculos.
Thomas H. Kempis, em "A imitação de Cristo"
domingo, 28 de outubro de 2007
Maravilhosa Graça!
«Durante algum tempo, coloquei de lado as crenças da minha infância até que Deus, de forma maravilhosa, se revelou a mim como um Deus de amor e não de ódio, de liberdade e não de regras, de graça e não de julgamento.» - Philip Yancey, em "Maravilhosa Graça"
Esta frase de Philip Yancey ilustra o que tem sido a minha busca de Deus e a minha trajectória espiritual. Ilustra não apenas a minha busca de Deus, mas a forma como Ele se revelou( e tem vindo a revelar-Se) a mim. Estou convicto que Deus procurou-me sempre, esperou sempre por mim, esteve sempre presente. Ao longo do caminho da minha busca, desviei-me muitas vezes, extraviei-me, fugi para "terras longínquas" de escuridão, atravessei longos desertos e senti a alma ressequida, sedenta da Água Viva e Pura da Verdade. Conheci vários "deuses", ou melhor, várias imagem de Deus. Imagens distorcidas, desfocadas, talhadas e moldadas à imagem dos homens. Até que... "Deus, de forma maravilhosa, se revelou a mim como um Deus de amor e não de ódio, de liberdade e não de regras, de graça e não de julgamento."
«Quando frequentei a faculdade cristã, observei pessoas que seguiam as regras e não conseguiam encontrar-se com Deus. E também pessoas que transgrediam as regras e não se encontraram com Deus. O que me preocupa, contudo, são as pessoas que ainda crêem que não conseguiram alcançar Deus porque transgrediram as regras. Elas nunca ouviram a melodia do evangelho da graça.» - Philip Yancey, em "Maravilhosa Graça"
Não frequentei nenhuma faculdade cristã como o Philip, mas compreendo e sinto o que significam as suas palavras. Porque vivi a experiência de frequentar instituições religiosas e conhecer pessoas "que seguiam as regras e não conseguiam encontrar-se com Deus. E também pessoas que transgrediam as regras e não se encontraram com Deus." Muitas dessas pessoas continuam a ser vítimas de um legalismo por vezes duro e insensível, e acreditam que se não seguirem as regras não terão a aprovação de Deus e não serão amadas por Ele; outras, optaram por transgredir as regras, mas não encontraram a Verdadeira Liberdade que vem do conhecimento profundo, íntimo e pessoal da Verdade...É triste saber que muitas dessas pessoas acreditam que não conseguiram alcançar Deus, porque transgrediram as regras.
Todas estas pessoas talvez nunca tenham ouvido "a melodia do evangelho da graça". Se ouviram: muitas das que transgrediram as regras, provavelmente profundamente decepcionadas consigo mesmas e com o deus que lhes deram a conhecer, não quiseram escutar... a Palavra não penetrou nos seus corações magoados e endurecidos. As que continuaram a seguir as regras talvez tenham pensado que "a liberdade em Cristo é o caminho mais difícil. É relativamente fácil deixar de matar, mas é difícil amar; é fácil evitar a cama do vizinho, mas é difícil manter um casamento vivo; é fácil pagar impostos, mas é difícil servir aos pobres. Quando vivo em liberdade, tenho de me manter aberto ao Espírito Santo para receber sua orientação. Estou mais consciente em relação ao que tenho negligenciado do que a respeito do que tenho realizado. Não posso esconder-me por trás de uma máscara de comportamento, como os hipócritas fazem, nem posso esconder-me por trás de comparações fáceis com outros cristãos." - Philip Yancey, em Maravilhosa Graça
E o que diz "a melodia do evangelho da graça"? Nas palavras de P. Yancey:" NÃO HÁ NADA QUE POSSAMOS FAZER PARA DEUS NOS AMAR MAIS. NÃO HÁ NADA QUE POSSAMOS FAZER PARA DEUS NOS AMAR MENOS."
Somos amados gratuita e imerecidamente por Deus. Somos amados e justificados, graças a Deus. É pela sua Graça, pelo Seu AMOR INCONDICIONAL." Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." - João 3, 16
"A graça deixa de ser graça se Deus for compelido a outorgá-la em presença do mérito humano [...]. A graça deixa de ser graça se Deus for compelido a retirá-la em presença do demérito humano [...]. Graça é tratar alguém sem a mínima menção de merecimento, qualquer que seja, mas exclusivamente de acordo com a infinita bondade e com o soberano propósito de Deus" ( A grandiosidade de Deus, citado por Jerry Bridges em Transforming grace, p. 33).
"Graça é o favor livre e imerecido de Deus demonstrado a pecadores culpados que somente merecem condenação. É o amor de Deus demonstrado aos indignos desse amor. É Deus descendo e alcançando pessoas em estado de rebelião contra ele" (Jerry Bridges, Transforming grace).
Esta frase de Philip Yancey ilustra o que tem sido a minha busca de Deus e a minha trajectória espiritual. Ilustra não apenas a minha busca de Deus, mas a forma como Ele se revelou( e tem vindo a revelar-Se) a mim. Estou convicto que Deus procurou-me sempre, esperou sempre por mim, esteve sempre presente. Ao longo do caminho da minha busca, desviei-me muitas vezes, extraviei-me, fugi para "terras longínquas" de escuridão, atravessei longos desertos e senti a alma ressequida, sedenta da Água Viva e Pura da Verdade. Conheci vários "deuses", ou melhor, várias imagem de Deus. Imagens distorcidas, desfocadas, talhadas e moldadas à imagem dos homens. Até que... "Deus, de forma maravilhosa, se revelou a mim como um Deus de amor e não de ódio, de liberdade e não de regras, de graça e não de julgamento."
«Quando frequentei a faculdade cristã, observei pessoas que seguiam as regras e não conseguiam encontrar-se com Deus. E também pessoas que transgrediam as regras e não se encontraram com Deus. O que me preocupa, contudo, são as pessoas que ainda crêem que não conseguiram alcançar Deus porque transgrediram as regras. Elas nunca ouviram a melodia do evangelho da graça.» - Philip Yancey, em "Maravilhosa Graça"
Não frequentei nenhuma faculdade cristã como o Philip, mas compreendo e sinto o que significam as suas palavras. Porque vivi a experiência de frequentar instituições religiosas e conhecer pessoas "que seguiam as regras e não conseguiam encontrar-se com Deus. E também pessoas que transgrediam as regras e não se encontraram com Deus." Muitas dessas pessoas continuam a ser vítimas de um legalismo por vezes duro e insensível, e acreditam que se não seguirem as regras não terão a aprovação de Deus e não serão amadas por Ele; outras, optaram por transgredir as regras, mas não encontraram a Verdadeira Liberdade que vem do conhecimento profundo, íntimo e pessoal da Verdade...É triste saber que muitas dessas pessoas acreditam que não conseguiram alcançar Deus, porque transgrediram as regras.
Todas estas pessoas talvez nunca tenham ouvido "a melodia do evangelho da graça". Se ouviram: muitas das que transgrediram as regras, provavelmente profundamente decepcionadas consigo mesmas e com o deus que lhes deram a conhecer, não quiseram escutar... a Palavra não penetrou nos seus corações magoados e endurecidos. As que continuaram a seguir as regras talvez tenham pensado que "a liberdade em Cristo é o caminho mais difícil. É relativamente fácil deixar de matar, mas é difícil amar; é fácil evitar a cama do vizinho, mas é difícil manter um casamento vivo; é fácil pagar impostos, mas é difícil servir aos pobres. Quando vivo em liberdade, tenho de me manter aberto ao Espírito Santo para receber sua orientação. Estou mais consciente em relação ao que tenho negligenciado do que a respeito do que tenho realizado. Não posso esconder-me por trás de uma máscara de comportamento, como os hipócritas fazem, nem posso esconder-me por trás de comparações fáceis com outros cristãos." - Philip Yancey, em Maravilhosa Graça
E o que diz "a melodia do evangelho da graça"? Nas palavras de P. Yancey:" NÃO HÁ NADA QUE POSSAMOS FAZER PARA DEUS NOS AMAR MAIS. NÃO HÁ NADA QUE POSSAMOS FAZER PARA DEUS NOS AMAR MENOS."
Somos amados gratuita e imerecidamente por Deus. Somos amados e justificados, graças a Deus. É pela sua Graça, pelo Seu AMOR INCONDICIONAL." Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." - João 3, 16
"A graça deixa de ser graça se Deus for compelido a outorgá-la em presença do mérito humano [...]. A graça deixa de ser graça se Deus for compelido a retirá-la em presença do demérito humano [...]. Graça é tratar alguém sem a mínima menção de merecimento, qualquer que seja, mas exclusivamente de acordo com a infinita bondade e com o soberano propósito de Deus" ( A grandiosidade de Deus, citado por Jerry Bridges em Transforming grace, p. 33).
"Graça é o favor livre e imerecido de Deus demonstrado a pecadores culpados que somente merecem condenação. É o amor de Deus demonstrado aos indignos desse amor. É Deus descendo e alcançando pessoas em estado de rebelião contra ele" (Jerry Bridges, Transforming grace).
sábado, 27 de outubro de 2007
Amor e Gratidão - sublimes motivações

«Cristo aceita-nos como somos; mas quando ele nos aceita, não podemos permanecer como somos." - Walter Trobisch
Se eu tivesse de resumir as principais motivações do Novo Testamento para "ser bom" numa única palavra, escolheria gratidão. Paulo começa a maior parte das suas cartas com um resumo das riquezas que possuímos em Cristo. Se compreendemos o que Cristo fez por nós, então certamente por gratidão lutaremos para viver de maneira digna de tão grande amor. Lutaremos por santidade não para fazer Deus nos amar, mas porque Ele já nos ama.
O melhor motivo para ser bom é desejar ser bom. Mudança interior exige relacionamento. Exige amor. "Quem pode ser bom, se não pelo amor?", pergunta Agostinho. Quando Agostinho fez a famosa declaração:"Se apenas amares a Deus poderás fazer tudo o que desejares", ele estava a ser inteiramente sério. Uma pessoa que realmente ama a Deus ficará inclinada a agradar a Deus. Foi justamente o que Jesus e Paulo disseram ao resumir toda a lei no simples mandamento: "amar a Deus". - Philip Yancey, in "Maravilhosa Graça"
Jesus não pressionava ninguém a segui-lo. Queria o coração e não o serviço. quando alguém se dispunha a segui-lo, não exigia nada, apenas que aprendesse a amar. Desejava conquistar a alma e o espírito humanos. Sabia que o amor era a fonte da motivação. Tinha a convicção de que esse sentimento era uma fonte excelente de mudanças das matrizes da memória e de transformação interior. O Mestre da vida era um rei sem trono político, era um rei que tinha aprendido a reinar na alma humana. O amor e não o temor era o perfume que esse fascinante Mestre exalava para atrair o homem e fazê-lo verdadeiramente livre. - Augusto Cury, in "O Mestre do Amor"
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Ser como Cristo é ser cristão
Ser como Cristo é ser cristão. Há uma explosividade revolucionária nesta proposta. Quando um discípulo vive a sua vida inteiramente para Deus, andando de mãos dadas com o Jesus para quem Deus é tudo, o poder ilimitado do Espírito Santo é libertado(...)
Nos anos que estão por vir nada há de mais importante do que ver a raça humana provida de uma comunidade de discípulos autênticos que, como Aquele que seguem, vivem inteiramente para Deus. Deus nos chama para essa extraordinária vida de discipulado. Não como um ideal simpático, mas como um programa de vida sério, concreto e realista para ser vivido aqui e agora por mim e por ti.
Isso é algo radicalmente diferente da religião branda e convencional(...) As nossas igrejas estão cheias de pessoas amáveis e respeitáveis. Temos abundância de cristãos para seguir Jesus na primeira metade do caminho. Muitos de nós tornaram-se tão indiferentes e convencionalmente religiosos quanto os religiosos de há dois mil anos atrás, cuja frouxidão, mediocridade e falta de paixão Jesus Cristo e os seus discípulos atacaram com todo o entusiasmo de uma nova descoberta e com toda a energia de construtores do Reino de Deus na terra.
Uma vida vivida inteiramente para Deus é notavelmente bem alicerçada. As tuas alegrias são genuínas, a tua paz não-superficial, a tua humildade profunda, o teu poder formidável, o teu amor abrangente, a tua simplicidade como a de uma criança confiante. São a vida e o poder de Jesus de Nazaré, que ensinava que quando o olho é íntegro o corpo inteiro está cheio de luz.
Nos anos que estão por vir nada há de mais importante do que ver a raça humana provida de uma comunidade de discípulos autênticos que, como Aquele que seguem, vivem inteiramente para Deus. Deus nos chama para essa extraordinária vida de discipulado. Não como um ideal simpático, mas como um programa de vida sério, concreto e realista para ser vivido aqui e agora por mim e por ti.
Isso é algo radicalmente diferente da religião branda e convencional(...) As nossas igrejas estão cheias de pessoas amáveis e respeitáveis. Temos abundância de cristãos para seguir Jesus na primeira metade do caminho. Muitos de nós tornaram-se tão indiferentes e convencionalmente religiosos quanto os religiosos de há dois mil anos atrás, cuja frouxidão, mediocridade e falta de paixão Jesus Cristo e os seus discípulos atacaram com todo o entusiasmo de uma nova descoberta e com toda a energia de construtores do Reino de Deus na terra.
Uma vida vivida inteiramente para Deus é notavelmente bem alicerçada. As tuas alegrias são genuínas, a tua paz não-superficial, a tua humildade profunda, o teu poder formidável, o teu amor abrangente, a tua simplicidade como a de uma criança confiante. São a vida e o poder de Jesus de Nazaré, que ensinava que quando o olho é íntegro o corpo inteiro está cheio de luz.
Brennan Manning, in "A assinatura de Jesus"
terça-feira, 23 de outubro de 2007
O único Jesus que eu conheci
«Pregue o Evangelho sempre, se(quando) necessário, use palavras.» - Francisco de Assis
Há alguns anos atrás um prisioneiro branco morreu de ataque cardíaco em Montgomery, no Alabama. Na prisão tivera uma profunda experiência de conversão e construído um relacionamento autêntico com Jesus. O presidiário da cela ao lado, um negro enorme, era cínico. Todas as noites o prisioneiro branco falava por entre as barras da prisão e falava ao seu companheiro sobre o amor de Jesus. O negro troçava dele; dizia que ele estava doente da cabeça, que a religião era o último refúgio dos insanos. Apesar disso, o prisoneiro branco passava-lhe passagens das Escrituras e repartia com ele os doces que recebia de algum parente. Durante o funeral do homem branco, quando o padre falou a respeito da vitória de Jesus na Páscoa, o robusto prisioneiro negro ergueu-se a meio do sermão, apontou para o caixão e disse:"Essse é o único Jesus que eu conheci".
Brennan Manning, in "A assinatura de Jesus"
Há alguns anos atrás um prisioneiro branco morreu de ataque cardíaco em Montgomery, no Alabama. Na prisão tivera uma profunda experiência de conversão e construído um relacionamento autêntico com Jesus. O presidiário da cela ao lado, um negro enorme, era cínico. Todas as noites o prisioneiro branco falava por entre as barras da prisão e falava ao seu companheiro sobre o amor de Jesus. O negro troçava dele; dizia que ele estava doente da cabeça, que a religião era o último refúgio dos insanos. Apesar disso, o prisoneiro branco passava-lhe passagens das Escrituras e repartia com ele os doces que recebia de algum parente. Durante o funeral do homem branco, quando o padre falou a respeito da vitória de Jesus na Páscoa, o robusto prisioneiro negro ergueu-se a meio do sermão, apontou para o caixão e disse:"Essse é o único Jesus que eu conheci".
Brennan Manning, in "A assinatura de Jesus"
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Flávia, vivendo em coma

«Este Blog, criado em Janeiro de 2007, é dedicado à minha filha Flavia, em coma vigil há mais de nove anos, e sua luta pela vida, desde que teve seus cabelos sugados pelo sistema de sucção da piscina do prédio onde morávamos em Moema - São Paulo. O que aqui escrevo, é o relato verídico dos fatos desde o acidente,ocorrido em 06.01.1998, até os dias de hoje. É um alerta sobre o perigo existente em ralos de piscinas. É um protesto contra a lentidão da justiça brasileira.»
Lanço aqui um apelo: visitem este blog e solidarizem-se com o drama desta mãe que tem a filha em coma há nove anos e que tem sido vítima de um sistema jurídico que por vezes se revela absurdamente burocrático, insensível e indiferente. Vamos orar por ela e passar-lhe uma mensagem de esperança, fé, coragem e confiança. Certamente que ela ficará agradecida, e nós muito mais enriquecidos com o nosso gesto.
A pessoa(http://sverdades.blogspot.com/) pela qual tive conhecimento do caso, enviou-me esta mensagem para divulgar: «O caso Cláudia, não está perdido. Mandem Mails a esta gente e não só: geral@embaixadadobrasil.pt
Mas não digas palavras doces. Carrega um bocadinho no português "marracónico": envergonha-os, que é o que eu faço. Pede a outros blogues que façam o mesmo.»
Obrigado pela vossa atenção e disponibilidade.
«Enquanto ainda lhes dizia essas coisas, eis que chegou um chefe da sinagoga e o adorou, dizendo: Minha filha acaba de falecer; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá. Levantou-se, pois, Jesus, e o foi seguindo, ele e os seus discípulos. E eis que certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, chegou por detrás dele e tocou-lhe a orla do manto; porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar-lhe o manto, ficarei sã. Mas Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E desde aquela hora a mulher ficou sã. Quando Jesus chegou à casa daquele chefe, e viu os tocadores de flauta e a multidão em alvoroço, disse; Retirai-vos; porque a menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele. Tendo-se feito sair o povo, entrou Jesus, tomou a menina pela mão, e ela se levantou.» - Mateus 9; 18-25
domingo, 21 de outubro de 2007
As mulheres e a sua bela arte de amar

No livro "O Mestre do Amor", Augusto Cury escreve: «Como pesquisador do funcionamento da mente gostaria de corrigir um erro que existe há séculos nas sociedades modernas e primitivas que diz que as mulheres são mais frágeis do que os homens. As mulheres amam mais, são mais poéticas, mais sensíveis, doam-se mais e vivem mais as dores dos outros do que os homens(...) Pelo facto de terem uma emoção mais rica do que os homens, têm menos protecção emocional e, consequentemente, estão mais sujeitas a doenças emocionais. Elas adoecem mais no território da emoção porque navegam mais longe(...)
Quem foi mais forte, os discípulos ou as mulheres que seguiam Jesus? As mulheres!
As mulheres estavam a alguns metros da cruz de Cristo, observando cada gemido que dava e cada gota de sangue que vertia dos seus punhos e pés. Somente o jovem João estava lá. Pedro, Tiago, Bartolomeu, Felipe e todos os demais discípulos estavam recolhidos nas casas. Sufocados pelo medo, ansiedade e sentimento de culpa.João, quando descreve a crucificação de Cristo, nem cita o seu próprio nome, apenas se denomina como "o discípulo amado" (João 19, 26). Ao discorrer sobre essa passagem, ele e os demais escritores dos evangelhos prestam uma homenagem às mulheres. Como? Citando-as nominalmente: Maria, mãe de Jesus; Maria Madalena; Maria, esposa de Cloé; Salomé.
Porque é que as mulheres foram homenageadas? Porque elas aprenderam mais rápida e intensamente do que os discípulos a bela arte de amar. O amor tornava-as fortes. O amor tornava-as ousadas, mesmo diante do colapso da morte. Contemplar a morte de Jesus não era para qualquer pessoa. A cena era chocante. Só as pessoas fortes poderiam estar aos pés da sua cruz. Só o amor sólido era capaz de vencer o medo. Se não houver um amor sólido, teremos dificuldades para enfrentar determinados obstáculos e para estendermos as mãos a algumas pessoas.
Enquanto Jesus era o mais forte dos homens, os seus discípulos disputavam entre si quem era o maior e quem se sentaria à direita ou à esquerda do seu trono. Mas quando assumiu plenamente a condição humana e deixou de fazer milagres, eles fugiram. É fácil seguir um homem poderoso, mas quem se habilita a seguir um homem frágil e debilitado? As mulheres habilitaram-se. Elas passaram no teste do amor. Os homens foram reprovados. Temos de aprender com as mulheres a arte da sensibilidade(...)
Mas, Jesus não condenou os discípulos por o terem abandonado e nem exigiu nada deles, apenas os compreendeu. Nós somos rápidos para exigir e lentos para compreender. Eles desisitiram do seu Mestre, mas o Mestre não desistiu de nenhum deles.
Que Mestre é este que ensina as mulheres a refinar a arte de amar e que dá todas as oportunidades aos homens para educarem a sua emoção?
As mulheres passaram no teste do amor. Jesus era mais importante do que todo o ouro do mundo, mais importante do que o seu próprio medo. Nas turbulências revelamos quem somos.»
Augusto Cury, O Mestre do Amor
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Passar por cima das nossas feridas
Os humanos sofrem imenso. Muito, para não dizer a maior parte, do nosso sofrimento tem origem na relação com aqueles que nos amam. Estou constantemente ciente de que a minha agonia profunda provém, não dos terríveis eventos que leio nos jornais ou vejo na televisão, mas da relação com as pessoas com quem partilho a minha vida diária. São precisamente os homens e mulheres, que me amam e que estão muito perto de mim, os que me ferem.
À medida que ficamos mais velhos, geralmente vamos descobrindo que nem sempre fomos bem amados. Com frequência, os que nos amaram também nos usaram. Os que se interessaram por nós foram, por vezes, também invejosos. Os que nos deram muito, por vezes, exigiram também muito em troca. os que nos protegeram quiseram também possuir-nos nos momentos críticos. Habitualmente, sentimos a necessidade de esclarecer como e porque é que estamos feridos; e, com frequência, chegamos à alarmante descoberta de que o amor que recebemos não foi tão puro e simples como tínhamos julgado. É importante esclarecer estas coisas, especialmente quando nos sentimos paralizados por medos, preocupações e anseios obscuros que não compreendemos.
Mas compreender as nossas feridas não basta. Ao fim e ao cabo, temos que encontrar a liberdade para passar por cima das nossas feridas e a coragem para perdoar aos que nos feriram. O verdadeiro perigo está em ficarmos paralizados pela raiva e pelo ressentimento. Então começaremos a viver com o complexo do "ferido", queixando-nos sempre de que a vida não é "justa".
Jesus veio livrar-nos destas queixas auto-destrutivas. Diz Ele. "Põe de lado as tuas queixas, perdoa aos que te amaram mal, passa por cima da sensação que tens de seres rejeitado e ganha coragem para acreditar que não cairás no abismo do nada mas no abraço seguro de Deus cujo amor curará todas as tuas feridas."
À medida que ficamos mais velhos, geralmente vamos descobrindo que nem sempre fomos bem amados. Com frequência, os que nos amaram também nos usaram. Os que se interessaram por nós foram, por vezes, também invejosos. Os que nos deram muito, por vezes, exigiram também muito em troca. os que nos protegeram quiseram também possuir-nos nos momentos críticos. Habitualmente, sentimos a necessidade de esclarecer como e porque é que estamos feridos; e, com frequência, chegamos à alarmante descoberta de que o amor que recebemos não foi tão puro e simples como tínhamos julgado. É importante esclarecer estas coisas, especialmente quando nos sentimos paralizados por medos, preocupações e anseios obscuros que não compreendemos.
Mas compreender as nossas feridas não basta. Ao fim e ao cabo, temos que encontrar a liberdade para passar por cima das nossas feridas e a coragem para perdoar aos que nos feriram. O verdadeiro perigo está em ficarmos paralizados pela raiva e pelo ressentimento. Então começaremos a viver com o complexo do "ferido", queixando-nos sempre de que a vida não é "justa".
Jesus veio livrar-nos destas queixas auto-destrutivas. Diz Ele. "Põe de lado as tuas queixas, perdoa aos que te amaram mal, passa por cima da sensação que tens de seres rejeitado e ganha coragem para acreditar que não cairás no abismo do nada mas no abraço seguro de Deus cujo amor curará todas as tuas feridas."
Henri Nouwen, in "Aqui e Agora"
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Somos filhos amados de Deus
Durante a nossa curta vida, a questão que guia muitos dos nossos comportamentos é a seguinte:"Quem somos nós?" Raramente nos fazemos esta pergunta de maneira formal, contudo, vivemo-la muito concretamente nas decisões do nosso dia-a-dia. As três respostas que nós geralmente vivemos - e que não damos necessariamente - são: "Nós somos o que fazemos"; "nós somos o que os outros dizem de nós"; e "nós somos o que temos"; ou, por outras palavras: "Nós somos os nossos sucessos, a nossa popularidade e o nosso poder."
É importante compreender a fragilidade da vida que depende do sucesso, da popularidade e do poder. Essa fragilidade provém do facto de esses serem factores externos sobre os quais temos apenas controlo limitado. A perda do nosso emprego, da fama ou dos bens, tem frequentemente, como causa eventos totalmente fora do nosso controlo. Mas, quando dependemos deles, é como se nos tivéssemos vendido ao mundo, porque então somos o que o mundo nos dá. E a morte acaba por nos tirar tudo. E a sentença final então será: "Quando se morre, acabou!" , porque, quando morremos, mais nada podemos fazer, as pessoas não tornam a falar de nós e já nunca mais temos nada. Quando somos o que o mundo faz de nós, já não podemos ser depois de termos deixado o mundo.
Jesus veio anunciar-nos que uma identidade baseada nos sucesso, na popularidade e no poder é uma falsa identidade, uma ilusão! Diz Ele, alto e a bom som: "Vós não sois o que o mundo faz de vós, mas sois filhos amados de Deus."
É importante compreender a fragilidade da vida que depende do sucesso, da popularidade e do poder. Essa fragilidade provém do facto de esses serem factores externos sobre os quais temos apenas controlo limitado. A perda do nosso emprego, da fama ou dos bens, tem frequentemente, como causa eventos totalmente fora do nosso controlo. Mas, quando dependemos deles, é como se nos tivéssemos vendido ao mundo, porque então somos o que o mundo nos dá. E a morte acaba por nos tirar tudo. E a sentença final então será: "Quando se morre, acabou!" , porque, quando morremos, mais nada podemos fazer, as pessoas não tornam a falar de nós e já nunca mais temos nada. Quando somos o que o mundo faz de nós, já não podemos ser depois de termos deixado o mundo.
Jesus veio anunciar-nos que uma identidade baseada nos sucesso, na popularidade e no poder é uma falsa identidade, uma ilusão! Diz Ele, alto e a bom som: "Vós não sois o que o mundo faz de vós, mas sois filhos amados de Deus."
Henri Nouwen, in "Aqui e Agora"
domingo, 14 de outubro de 2007
O Incomparável Amor de Deus

Jesus revelou que Deus é um Pai de incomparável ternura; que se tomássemos toda a bondade, sabedoria e compaixão dos melhores pais e mães que já viveram teríamos apenas uma sombra débil do amor e da misericórdia do coração do Deus redentor.
Deus é amor. Somos chamados por Jesus Cristo para uma amizade íntima na qual um dos participantes é um ser humano e o outro o eterno Deus. Somos convidados a um diálogo pessoal com o Deus que está incondicionalmente envolvido connosco. Na sua própria pessoa Jesus afirmou de forma radical que Deus não é indiferente ao sofrimento humano. Jesus é a Palavra de Deus ao mundo, dizendo. «Vê como eu te amo.»
«Já vos não chamarei servos... mas tenho-vos chamado amigos» (João 15, 15)
Santo Agostinho disse a respeito deste último versículo: «Um amigo é alguém que sabe tudo a teu respeito e ainda assim te aceita.»
Este é o sonho de que todos compartilhamos: conhecer um dia uma pessoa com quem possamos realmente conversar; que me compreenderá e às palavras que digo, e ouça mesmo aquilo que não é dito - e continue ainda assim a gostar de mim. Jesus Cristo é a realização desse sonho. Ele oferece-se a cada um de nós como companheiro de jornada, como amigo que é paciente connosco, gentil, nunca rude, rápido para perdoar e cujo amor não mantém registo de deslizes.
Brennan Manning, in "A assinatura de Jesus"
Subscrever:
Mensagens (Atom)
INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO
“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...
-
A Vilma do blog - Coisas de mim , desafiou-me para falar das características que mais me marcam na pessoa de Jesus. É com prazer e alegria q...
-
O psiquiatra Augusto Cury estudou a vida, personalidade e inteligência de Cristo durante bastante anos. Dos seus estudos e investigações res...
-
“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...