quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Esperança para os egoístas


“Ah. Vive mal quem só vive para si.”(Alfred de Musset)

«Sorrateiro como uma serpente ele sai da jaula facilmente. É feio, me envergonha, mas na maioria das vezes eu o amo ardentemente. É o que me distancia do meu Senhor. Ego, Ego, que grita mais alto que o Santo Espírito de Deus o qual então se recolhe no fundo da minha mente para não desrespeitar o meu livre arbítrio.
Ego, que me faz acreditar que eu posso comandar meu caminhar vacilante pela vida, crendo que sou capaz de chegar sozinho a algum lugar. Ego, que teima em reinar no coração de quem não aprendeu que é feliz aquele que permite que todas as coisas possam convergir para Deus.O difícil é alimentá-lo. É insaciável. Rouba-nos a paz, a alegria – tesouros tão preciosos da vida, colocados de lado em troca do ouro de tolo, chamado Ego.
Escravos dos aplausos, prisioneiros dos elogios. Jesus deseja nos libertar disso: “maior é o que serve”. Arrebentando com o poderoso Ego humano “como ovelha muda ele se entregou”, deixando que todas as coisas convergissem para o Pai, ninguém foi mais feliz que Jesus.
Matar o Ego. Aprender a viver é esquecer de si mesmo “quem perder a sua vida a achará”. Preciso urgentemente jogá-lo em um abismo que o deixe adormecido por todos os anos da minha existência. Não suporto mais sua fome de sucesso, poder e prestígio, e não quero saciá-la. Tenho fome de vida que é muito mais importante, pois traduzo vida como um prazer indescritível que, logicamente, não pode ser encontrado em mim ou no mundo, mas na fonte de todo o prazer: o Criador do maravilhoso projeto chamado “existência”.
Ah! De que me serve o Ego, se tudo que fizer sempre terminará em mim e eu sou absolutamente nada? Caminho para o nada se estiver sozinho. Se no trono da minha vida me vejo sentado, desconfio do meu reinado, pois não sei o que realmente quero ou o que deveria querer.Não preciso do Ego, não preciso do Eu governo, mas do Tu governas; não do Eu me amo, mas do Tu me amas. Não preciso viver para mim, mas para Ti ó Deus.»
João Eduardo Cruz, em "Como o Nascer do Sol"

Um comentário:

Maria João disse...

Mais palavras para quê...

Vamos abrir os braços e dar as mãos... De preferência em Cristo...

beijos em CRisto

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