sábado, 14 de abril de 2007

A arte da pergunta e da dúvida

Jesus Cristo foi realmente um mestre sublime, brilhante, criativo e ousado. Augusto Cury teve a perspicácia e o discernimento necessários para estudar e explicar as principais características e funções da inteligência Cristo. Um estudo e uma análise que pode ajudar cada um de nós a expandir a arte de pensar.
No seu livro "O Mestre dos Mestres" ele afirma: "Estudar a ousada, criativa e elegante inteligência de Cristo poderia expandir a arte de pensar dos estudantes de qualquer idade e nível escolar, do ensino fundamental ao universitário. Entre as habilidades da sua inteligência estão a arte da pergunta e da dúvida.
Grande parte dos alunos das escolas clássicas não desenvolve a arte da pergunta e da dúvida. Eles têm receio de perguntar, de expor as suas dúvidas e de discutir abertamente o conhecimento que lhe é transmitido(...)
O incentivo que se dá à arte da pergunta e à arte da dúvida é tão frágil nas escolas clássicas que é insuficiente para estimular a arte de pensar. O deleite do saber está reduzido. A resposta é oferecida de maneira pronta, elaborada. E a resposta pronta esmaga a arte da pergunta, retrai a arte da dúvida, esgota a curiosidade e a criatividade.
O que é mais importante: a resposta ou a dúvida? Num primeiro momento, é sempre a dúvida, pois ela esvazia-nos e estimula o pensamento. O que determina o tamanho da resposta é o tamanho da dúvida(...)
O trabalho mais difícil de um mestre não é fornecer respostas, mas estimular os seus alunos a desenvolver a arte de pensar. Todavia, não há como estimulá-los a pensar se não aprenderem sistematicamente a perguntar e duvidar.
Cristo era um exímio perguntador. Era um mestre que estimulava continuamente as pessoas a duvidar dos seus dogmas e a desenvolver novas possiblidades de pensar. Quem analisar com atenção as suas biografias descobrirá essa característica da sua personalidade. Às vezes, Ele perguntava mais do que respondia. Há várias situações em que respondia às perguntas não com respostas, mas com outras perguntas(Lucas 20, 2-3).
Certa vez, Cristo perguntou aos seus discípulos:«Quem diz o povo que Eu sou?» Ele sabia o que o povo dizia dele, mas fazia perguntas para estimular os seus discípulos a pensarem. Numa outra ocasião, perguntou à mulher adúltera:«Mulher, onde estão os teus acusadores?» Ele sabia que os acusadores já se tinham retirado, pois ficaram perturbados perante a sua inteligência, mas queria que aquela mulher se interiorizasse e reflectisse sobre a sua história(...)
Cristo falava constantemente por parábolas. Ele preocupava-se mais com a arte da pergunta do que em satisfazer a ansiedade da resposta(...)
Cristo queria que os seus discípulos recebessem uma outra natureza e fossem transformados nas suas raízes íntimas(...)
O mestre dos mestres fornecia poucas regras e ensinamentos religiosos. A sua preocupação fundamental era conduzir o homem a ser um caminhante nas trajectórias do seu próprio ser e ampliar o seu foco de visão sobre os amplos aspectos da existência. A actuação surpreendente de Cristo, numa época em que não havia qualquer recurso pedagógico, valoriza muito o papel dos mestres nas sociedades modernas.
Os professores são heróis anónimos, fazem um trabalho clandestino. Eles semeiam onde ninguém vê, nos bastidores da mente. Aqueles que colhem os frutos dessas sementes raramente se lembram da sua origem, do labor dos que as plantaram. Ser mestre é exercer um dos mais dignos papeís intelectuais da sociedade, embora seja um dos menos reconhecidos. Os alunos que não conseguem avaliar a importância dos seus mestres na construção da inteligência nunca conseguirão ser mestres na sinuosa arte de viver.
A história de cristo evidencia que os mestres são insubstituíveis numa educação profunda, numa educação que promove o desenvolvimento da inteligência multifocal, aberta e ampla, e não unifocal, fechada e restrita."

2 comentários:

Antonio Francisco disse...

Obrigado por apreciar o "Pão quentinho". Acabei de adicionar "Seguir Jesus" em meu blog principal.
Um abraço.
Antonio Francisco.

ismael disse...

Quem foi Jesus?
Jesus foi o homem santo que trazia nos olhos sempre orvalhados de lágrimas, a luz e beleza das constelações do infinito.
Os conquistadores guerreiros , foram esquecidos pela humanidade, mas o meigo Jesus, impera nos corações de multidões de enamorados , porque sua conquista foi um esplendor de amôr, uma humildade e bondade sem limites.

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]