terça-feira, 19 de maio de 2009

Quanto mais se reza, «mais» Deus é Deus em nós

«Deus não muda. É o definitivamente Pleno, portanto, Imutável. Está, pois, inalteravelmente presente em nós, e não admite diferentes graus de presença. O que realmente muda são as nossas relações com Ele, conforme o nosso grau de fé e amor. A oração torna mais firmes essas relações, produz uma penetração mais entranhável do Eu-Tu através da experiência afectiva e do conhecimento fruitivo, e a semelhança e união com Ele chegam a ser cada vez mais profundas.

Acontece como um archote dentro de uma sala escura. Quanto mais o archote alumia, melhor se vê a feição da sala, a sala faz-se «presente» ainda que não tenha mudado.

Podemos provar pela experiência que, quanto mais profunda é a oração, mais sentimos a presença de Deus patente e vivo. E quanto mais resplandece a Glória do Rosto do Senhor sobre nós, mais os acontecimentos ficam envoltos em novo significado e a história fica «povoada» por Deus. Numa palavra, o Senhor faz-se «vivamente presente» em tudo.

Quando alguém já «esteve» com Deus, Ele cada vez mais vai sendo «Alguém» por quem e com quem se superam dificuldades e de vencem as repugnâncias (estas convertem-se em doçuras).
Assumem-se com alegria os sacrifícios, nasce em toda a parte o amor.
Quanto mais se «vive» com Deus, mais vontade há de estar com Ele, e quanto mais se «está» com Deus, Deus é cada vez mais «Alguém». Abriu-se o círculo da vida.

Ignacio Larrañaga, em "Mostra-me o Teu Rosto"

Um comentário:

mari-lou disse...

Que Deus esteja sempre conosco.

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]