domingo, 15 de março de 2009

TORNAR-SE «O AMADO» (1ª parte)

«Caro amigo, o «ser amado» é a origem e a plenitude da vida do Espírito. Digo isto porque, logo que conseguimos algum vislumbre desta verdade, iniciamos uma viagem na procura da sua plenitude e não descansamos senão nessa mesma verdade. A partir do momento em que assumimos a verdade de que somos «amados», somos logos confrontados com uma chamada interior a tornarmo-nos naquilo que já somos.
Tornar-se «o amado»: é essa a viagem espiritual que temos a fazer.
As palavras de Agostinho: «A minha alma não descansa enquanto não repousar em Ti, ó Deus» caracteriza bem esta viagem.

O facto de estar sempre numa constante procura de Deus, sempre numa tensão contínua para descobrir a plenitude do Amor, sempre com o desejo ardente de chegar à verdade completa, diz-me que já me foi dado saborear alguma coisa de Deus, do Amor e da Verdade. E, com efeito, de alguma forma, só posso procurar alguma coisa quando já a tiver encontrado. Como poderia procurar a beleza e a verdade a não ser que essa mesma beleza e verdade já fossem conhecidas no mais profundo do meu coração? (...)

Na profundidade dos meandros da mente e do coração está escondido o tesouro que procuramos. Conhecemos o seu valor e sabemos que contém o dom que mais desejamos: uma vida mais forte do que a morte.»

(Henri Nouwen, em "Viver é ser amado")

Um comentário:

Raquel do Carmo disse...

Isso é uma grande verdade: Se buscamos a beleza e a verdade é porque já a conhecemos de alguma forma.

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]