sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O ESSENCIAL

«Percebe-se, por experiência e por intuição que o mundo, cada vez mais sofisticado no bem-estar e no progresso das tecnologias, dá tudo aos homens menos o essencial: tempo para amar e para descer ao fundo de si mesmos a sós, até ao «centro da alma» (1) onde talvez seja possível descobrir as maravilhas de Deus. (...)

Só a experiência de Deus feita em profundidade poderá manter o cristão de hoje firme na sua fé, capaz de responder aos desafios do mundo contemporâneo e dar-lhe, ao mesmo tempo, sentido para a vida e alegria de viver. (...)

Oxalá se tome consciência do essencial e de que falta tempo para ele: amar gratuitamente, descer ao centro da alma e procurar por lá uma palavra de vida eterna que dê sentido a tudo o que se faz.» Luís Rocha e Melo, s.j., em "Se tu soubesses o dom de Deus"

(1) O «centro da alma» é expressão conhecida pelos nossos antepassados. Santa Teresa de Ávila emprega-a com frequência. Os psicólogos de hoje designam a mesma realidade por «eu profundo»; a Bíblia fala, no mesmo sentido, do «coração».

Um comentário:

Maria João disse...

Como é preciso ir ao centro da alma ... e vezes sem conta...

beijos em Cristo e Maria

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]