sexta-feira, 8 de junho de 2007

A mais bela lição de Amor e Compaixão


Os homens dos pergaminhos arrastavam-na pela rua.Vinha quase nua. Suja, ferida e cabisbaixa. Ferida. Eles traziam pedras nos bolsos, para atirar a ela e ao Mestre. Principalmente ao Mestre.

Empurraram a pecadora para perto dele e fecharam o círculo dos juízes impolutos, prontos a derramar o sangue pecador. O apedrejamento ia começar.

- Que dizes tu disto? – apontando eles com o dedo indicador para a mulher, que soluçava prostrada na terra.


Silêncio.


O Mestre nada disse. Continuava a enigmática escrita no pó da terra. Pensavam consigo que finalmente o tinham desmascarado. Apanharam-no.- Não respondes? Não vais cumprir com o que dizem os Pergaminhos? – insistiam eles, gritando.


Pacientemente, O Mestre levantou-se. - Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire uma pedra contra ela. – inclinando-se novamente, continuou a escrever na terra.

Os pergaminhos.

Silenciosamente os mais velhos começaram a sair. Depois os mais novos. Saíram todos.


Ficou a mulher sozinha com O Mestre.- Ninguém te condenou?- Ninguém, Senhor.- Nem eu te condeno. – disse Ele ajudando-a a levantar-se pelo braço - Vai-te e não peques mais.


A mulher, como que removendo todas as pedras da sua existência, renasceu. Saiu dali irradiando alegria. Sentia-se limpa, curada e perdoada. Curada.


(Baseado em João 8:3-11)

3 comentários:

Catequista disse...

Quem somos nós para julgar?
Quem somos nós para atirar a pedra?
Já diz o povo que todos temos telhados de vidro...
Perdão... o mais difícil de pedir, o mais difícil de dar!

Um abraço

JOINCANTO disse...

É sempre bom referir as nossas fontes! Não achas?

Abraço

Paulo Costa disse...

Peço desculpas ao Joincanto por não ter referido a fonte desta história. Não foi um acto premeditado, nem tive intenções de usurpar a história.
A partir de agora, tentarei estar mais atento para não me esquecer de referir as fontes.
Obrigado pela visita Joincanto. Serás sempre bem-vindo!

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]