sexta-feira, 24 de junho de 2016

Com olhos novos


«O homem novo vê o mundo com olhos novos. 
O homem renascido na misericórdia de Deus vê o mundo à luz dessa mesma misericórdia». 
[Carlos Maria Antunes]

"Quem olha para o próximo com olhos humanos, reconhece-o, a maior parte das vezes, indigno, abominável, soberbo, fastidioso, inoportuno, perturbado, inquieto, hostil, perseguidor e malfeitor. O coração humano inclina-se a rejeitá-lo, os olhos humanos a desdenhá-lo, a língua humana a difamá-lo, a mente humana a desprezá-lo e, por vezes, as mãos humanas apressam-se a magoá-lo.
Mas quando a alma se reanima na fé e, com os olhos da fé, volta a olhar o próximo, este parece-lhe outro, muito diferente de antes. Descobre-o digno de ser estimado, socorrido, compadecido, amado, como a si mesmo, seja uma pessoa comum, em qualquer estado ou condição em que se encontre, independentemente dos seus modos, aparências e costumes. Embora seja amargo e desolador e a razão humana retrate o próximo tal como é na sua natureza; a razão da fé apresenta-o como ele é em Deus."

Gennaro Maria Sarnelli Cssr (Nápoles, 12 de Setembro de 1702 - Nápoles, 30 de Junho de 1744).

segunda-feira, 20 de junho de 2016

"Qual é o teu tormento?"



«Não é apenas o amor a Deus que tem por substância a atenção. O amor ao próximo, que sabemos ser o mesmo amor, é feito da mesma substância. Os infelizes não precisam de outra coisa neste mundo que de homens capazes de lhes prestarem atenção. A capacidade de prestar atenção a um infeliz é uma coisa muito rara, muito difícil; é quase um milagre, é um milagre. (...)

A plenitude do amor ao próximo é simplesmente ser capaz de lhe perguntar: “Qual é o teu tormento?” É saber que o infeliz existe, não como unidade numa colecção, não como um exemplar da categoria social etiquetada “infelizes”, mas enquanto homem exactamente semelhante a nós, que foi um dia atingido e marcado com uma marca inimitável pela infelicidade. Para isso é suficiente, mas indispensável, saber pousar sobre ele um certo olhar.

Este olhar é em primeiro lugar um olhar atento, em que a alma se esvazia de todo o conteúdo próprio para receber nela mesma o ser que olha tal como ele é, em toda a sua verdade. Disto só é capaz aquele que é capaz de atenção.»


Simone Weil

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O dom da compaixão




«Ter compaixão é algo mais do que ter dó. Ter dó sugere distância, e até uma certa condescendência. Com frequência, eu atuo por dó. Dou algum dinheiro de esmola a algum pedinte numa avenida, mas não olho para ele – olhos nos olhos; não me sento ao seu lado nem falo com ele. Estou demasiado ocupado para prestar realmente atenção à pessoa que me estende a mão. O meu dinheiro substitui a minha atenção pessoal e representa uma desculpa para continuar o meu caminho. 



Ter compaixão significa aproximar-se de quem sofre. Mas só podemos aproximar-nos de uma outra pessoa quando estamos dispostos a tornar-nos vulneráveis. Uma pessoa compassiva diz: “Eu sou teu irmão; eu sou tua irmã; eu sou humano, frágil e mortal; precisamente como tu. Não me escandalizo com as tuas lágrimas nem tenho medo da tua dor. Também eu já chorei”. Só podemos estar com o outro quando o outro deixa de ser “outro” para se tornar como nós. (…)



Quando reflito sobre a minha própria vida, compreendo que os momentos de maior conforto e consolação foram os momentos em que alguém disse: “Eu não posso tirar-te o sofrimento, não posso oferecer uma solução ao teu problema, mas posso prometer-te que não te deixarei  sozinho e estarei ao teu lado tanto tempo e tão bem quanto me for possível”. Há muita angústia e sofrimento na nossa vida, mas que bênção quando não temos que viver a nossa angústia e sofrimento sozinhos! Esse é o dom da compaixão.»

Henri Nouwen, in “Aqui e Agora”

sábado, 11 de junho de 2016

O olhar de Jesus


Imagem: "A negação de Pedro" - Michael D. O'Brien


No evangelho de Lucas( 22; 60-62) lemos a seguinte passagem:

«Mas Pedro disse: Homem, não sei o que dizes.
Imediatamente, enquanto ele ainda falava, o galo cantou e o Senhor, voltando-Se, fixou o olhar em Pedro... E Pedro, saindo, chorou amargamente.»

«Eu tinha um relacionamento bastante bom com o Senhor. Conversava com Ele, pedia-Lhe coisas, louvava-O, agradecia-Lhe. Mas tinha sempre um sentimento ou sensação inesquecível de que Ele queria que eu olhasse bem no fundo dos Seus olhos... E isto eu não queria. Conversava muito, mas desviava os olhos, cada vez que percebia que Ele estava a olhar para mim. Sim, olhava sempre para outro lado. E eu sabia porquê! Tinha medo. Receava encontrar uma acusação nos olhos d´Ele: algum pecado não arrependido. Mas pensava também poder encontrar, naquele olhar, algum pedido: algo que Ele quisesse de mim. 
Um dia, finalmente, juntei toda a minha coragem e olhei! Não havia acusação alguma. Nem exigência ou pedido. Aqueles olhos diziam-me, simplesmente: «Eu amo-te!». Nessa altura eu olhei-os ainda mais no fundo com a persistência de quem procura algo. Nada encontrei, apenas a mensagem de sempre: «Eu amo-te!». Como Pedro, também eu saí... e chorei.»


Anthony de Mello, in "O canto do pássaro"

domingo, 5 de junho de 2016

Um poder infinito de perdão


"O mais profundo que podemos dizer de Deus é que Ele é um poder infinito de perdão" [François Varillon s.j., in "Alegria de Crer e de Viver"]

«Só percebe a necessidade do perdão quem experimenta a força extraordinária do Amor. Quem descobre como Deus esteve sempre a seu lado, como Deus o abraçou quando esteve caído, como Deus o vai conduzindo a uma maior fortaleza, a um maior compromisso de Amor. (...)

Perante as marcas do desamor em nós, os arranhões da ofensa, as ruturas do sofrimento, só o excesso de amor (e o perdão é isso, um excesso de amor) pode restabelecer a unidade da imagem e semelhança de Deus em nós. Só o excesso de Amor permite compreender o perdão. Este perdão imprevisível, este perdão sem condições nem medida, este perdão capaz de nos fazer levantar.»

José Tolentino Mendonça, in "Pai-nosso que estais na terra"

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Deus da fragilidade


«Não quero um Deus que se erga na justiça absoluta, no poder ilimitado, na perfeita inteligência. Seria um Deus que não sente a necessidade de se inclinar numa carícia, quando se eleva um gemido de dor.
Pelo contrário, o meu Deus é Jesus: que conhece a pressão do medo, a dor da recusa, a paixão do abraço, o calafrio pela carícia dos cabelos embebidos em nardo da mulher pecadora e amorosa.

Um Deus que me concede o direito de ser débil, «cana rachada», frágil como um homem e não hirto como um herói. E não me condena se sou mecha fumegante, mas pega neste meu fio de fumo, presságio de fogo possível, trabalha-o e protege-o, até dele fazer irromper de novo a chama. Não acaba por quebrar a cana rachada que eu sou, mas enfaixa-a como se fosse um coração ferido. Deus da fragilidade.»
[Ermes Ronchi, in «Tu és Beleza»]

sábado, 28 de maio de 2016

Quem é que tem medo da verdade?


Aproximou-se um homem habituado

ao uso inveterado do silêncio
o seu olhar varrendo toda a fraude
das palavras
Aproximou-se firme e impoluto
Esquadrinhou as faces oxidadas
da mentira
Olhou depois o chão como quem abre
um sepulcro
e lentamente desenhou
o puro rosto da verdade
sobre a areia.


Levantou depois os olhos azulados
À sua frente havia apenas céu
Para onde tinham ido os impostores? 
Quem é que tem medo da verdade? 
Baixou de novo os olhos 
e guardou na areia seca do deserto dois loiros grãos de trigo 
dois pedaços de azul
duas lágrimas
duas palavras interditas.

António Couto

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Deus é simples

«Deus é simples; nós é que O fazemos complicado.
Está próximo, nós é que O vemos à distância.

Faz parte da realidade e de tudo o que está ao nosso redor, nós é que O buscamos em sonhos e utopias.
O verdadeiro segredo para entrar em contacto com Deus é a humildade, simplicidade do coração é a agudeza do espírito; coisas essas que são infelizmente, apagadas em nós pelo orgulho, pela ganância e pela malícia.
Jesus já dizia: «Se não tiverdes um coração de criança, não entrareis no reino do céu»; e não adianta tentar enganar.»

Carlos Carreto

domingo, 22 de maio de 2016

A oração de Deus


"Sim, Deus também reza, e é de misericórdia o tom apaixonado da sua oração. Se escutardes com o coração, com o coração nas mãos, ouvireis em primeiro lugar, para espanto e encanto vosso, a oração de Deus. E Deus reza assim: «Que a minha vontade seja que a minha misericórdia possa vencer a minha ira, e que a minha misericórdia possa prevalecer sobre os meus outros atributos, de modo que eu trate os meus filhos com o atributo da misericórdia, e que, no meu relacionamento com eles, pare sempre no limiar da execução da justiça».

E, se continuardes a escutar com o coração, é quase certo que ouvireis o vosso nome, dito por Deus. Assim: Maria, Ana, Joana, Isabel, Marta, Madalena, António, Rui, Paulo, João, José, Pedro, Manuel, Ismael, minha filha, meu filho, bendiz-me! E vós direis então lá do fundo do vosso coração: «Que a Tua vontade seja que a Tua misericórdia possa vencer a Tua ira, e que a Tua misericórdia possa prevalecer sobre os Teus outros atributos, de modo que possas tratar os teus filhos de acordo com o atributo da misericórdia, e possas, no teu relacionamento com eles, parar antes da execução da justiça. E Ele acenar-vos-á que sim com a cabeça». Ele é Aquele que com a cabeça te acena sempre que sim com a cabeça. Ele é o Sim, Ele é a Porta, Ele é a Misericórdia sempre ali, sempre aqui, à tua espera, à nossa espera."

quinta-feira, 19 de maio de 2016

"Assim como Deus me fez, também eu te faço a ti"

«Se quisermos que o nosso mundo seja curado, já não nos podemos apoiar na lógica de "assim como tu me fizeste, também eu te faço a ti". Devemos aprender a lógica de "assim como Deus me fez, também eu te faço a ti" - o caminho do perdão e da reconciliação.»

[Tomás Halik, in "A Noite do Confessor"]


"O preceito mais radical de Jesus é talvez: «Sede misericordiosos como também o vosso Pai é misericordioso»(Lucas 6, 36).

Jesus descreve a misericórdia de Deus não só para me mostrar o que Deus sente por mim, ou para me perdoar os pecados e oferecer-me uma vida nova e muita felicidade, mas para me convidar a ser como Deus, a ser tão misericordioso para com os outros como Ele é para comigo. Se o único sentido da história fosse: toda a gente peca, mas Deus perdoa, muito facilmente começaria a pensar nos meus pecados como sendo uma bela ocasião para Deus me dar o seu perdão. Vistas assim as coisas, nem sequer haveria lugar para um autêntico desafio. Resignar-me-ia a ser fraco e ficaria à espera de que Deus acabasse por fechar os olhos aos meus pecados e me deixasse entrar em casa, fosse o que fosse que tivesse feito. Tal mensagem, porém, tão sentimental e romântica, não é a mensagem do Evangelho.


Se Deus perdoa aos pecadores, então aqueles que têm fé deveriam fazer o mesmo. Se Deus recebe os pecadores em casa, então aqueles que confiam em Deus também deveriam fazê-lo. Se Deus é misericordioso, então os que amam a Deus deveriam ser misericordiosos. O Deus que Jesus anuncia e em nome de quem actua, é o Deus da misericórdia, o Deus que se propõe como exemplo e modelo do comportamento humano."

Henri Nouwen, in "O Regresso do Filho Pródigo"

segunda-feira, 16 de maio de 2016

QUE SIGNIFICA AMAR?


«Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. (...)

Dia após dia, tocados pela sua compaixão, podemos também nós tornar-nos compassivos para com todos.»

Papa Francisco, in “Misericordiae Vultus” (“O rosto da Misericórdia”) - Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia


«Que significa amar?

Amar um ser é esperar nele para sempre.

Amar um ser é não o julgar; julgar um ser é identificá-lo com aquilo que dele se conhece. «Agora, conheço-te. Agora julgo-te. Sei aquilo que vales»... Isto representa matar um ser.

Amar um ser é esperar sempre dele algo de novo, algo de melhor.

Pensai, por exemplo, em Maria Madalena: Cristo esperava dela algo que ninguém tinha conseguido descobrir e amou-a tanto, perdoou-lhe tão generosamente que dela obteve o amor mais puro e mais fiel e, admirados, todos à sua volta comentavam: «Será possível que ela seja assim?! Tínhamo-la julgado, pensávamos conhecê-la, haviamo-la condenado e tudo porque nunca fora convenientemente amada...»
Cristo amou-a com tal perfeição que a tornou aquilo que os outros, pobres e desconfiados, demasiado avarentos de amor, não tinham sido capazes de suscitar nela.

Cristo aguardava, esperava tudo de toda a gente. Fazia surgir, ao Seu redor, vocações, amizades e generosidades; e todos os que supunham conhecer de longa data aqueles personagens, ficavam perplexos: «Como? Zaqueu tornou-se generoso? Maria Madalena tornou-se pura e fiel? Tomé tornou-se crente? Mateus, o publicano, feito Apóstolo? E todos esses pobres, todos esses pecadores se transformaram em apóstolos e santos?... Como é possível?»

Alguém os tinha amado, tinha acreditado neles.

Louis Evely, in "Fraternidade e Evangelho"

sábado, 14 de maio de 2016

«Vede como eles se amam!»

O que é um cristão? Como se reconhece um cristão?
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35)
“Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13, 34)


Tertuliano, considerado um dos pais da igreja, testemunhou o espanto dos que não eram cristãos quando olhavam para o comportamento dos cristãos:
«Vede como eles se amam!»
Os primeiros cristãos levavam as palavras e ensinamentos de Jesus tão a sério que os pagãos exclamavam, admirados:
«Vede como eles se amam!»
No fundo, eles apercebiam-se de como a palavra dos seus lábios se repercutia na palavra da sua vida.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

UM DIA...

Um dia, vamos conhecer os verdadeiros santos de todas as religiões, credos, culturas, e de todos os ateísmos: os que viveram amando, no anonimato, sem nada esperar.

domingo, 8 de maio de 2016

Aceitas o convite para a Festa?

O Pai que perdoa, Frank Wesley, 1998.

Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos.
O filho disse-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.'
Mas o pai disse aos seus servos: 'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.' 

E a festa principiou.

Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. 
Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.' 
Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. 
Respondendo ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.'

O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.' 

(Lucas 15, 20-32 )

«O evangelho desvela o verdadeiro rosto do Pai – um rosto materno – e a sua incurável debilidade diante do filho “pecador” arrependido. 

O filho mais velho, ainda que não tivesse deixado a casa paterna, está distante da ternura do Pai. Sua fidelidade é puramente formal; sua obediência está privada de alegria e de amor; o seu coração é mesquinho e ele recusa-se a abandonar os seus esquemas rígidos.

A verdadeira traição é a daquele que permanece sem dar o passo decisivo: ultrapassar a soleira da porta e penetrar no centro da casa onde está o coração do Pai. Este coração, que recupera o filho por meio da nostalgia, do desejo, da espera vigilante: “Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos”. 

Somos convidados a participar da festa final, caso contrário, faremos como o filho mais velho que com o seu coração ressequido interrompe a festa, os bailes, a música e o banquete. Como um diligente executor de ordens, não suporta a alegria e azeda a vida de todos os que estão disponíveis para a alegria e a ternura. Ele desafina a partitura paterna da sinfonia da misericórdia com uma nota que tem o poder de estragar a sua harmonia e suspender a sua execução. A música só voltará a tocar se ele, o distante, passar pela soleira da porta e entrar na festa.

Será que terá esta magnanimidade?»

Comunidade dos Manos da Terna Solidão
Pe. Paulo Botas, mts 
Pe. Eduardo Spiller, mts 
Adaptado de: http://matersol.blogspot.pt/2013/09/o-caminho-da-beleza-43-xxiv-domingo-do.html

terça-feira, 3 de maio de 2016

UM FÉ À JESUS

«A única Fé decente e digna é a que humaniza as pessoas, as liberta dos medos e as cura dos egoísmos. Uma Fé à Jesus é capaz destes milagres.»

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...