terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

"ÉS O MEU FILHO AMADO"


"Conhecer de verdade a si mesmo não é outra coisa que ouvir de Deus o que ele pensa de nós." 
[Santo Agostinho]

E o que pensa Ele de nós?
Escutemos no silêncio mais puro e profundo dos nossos corações e encontraremos a resposta: 
"Tu és o meu Filho amado! Em ti encontro o meu agrado..."

sábado, 13 de fevereiro de 2016



«Éramos todos paralíticos até que Deus, através de Jesus, nos tirou pra dançar.»
© Foto Miguel Cardoso
Isabel, Praia da Amoreira

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

ACREDITAR SEM AMAR? NEM PENSAR!

«Ninguém diga que tem fé se não tem amor. 
O amor é o grande certificado da fé.
Acreditar sem amar? Nem pensar. 
Não é possível acreditar sem amar.
A fé envolve sempre o amor.
A fé tudo consegue, quando está habitada pelo amor. Até consegue suportar o insuportável. É assim que percebemos a pergunta pertinente de Balduíno de Cantuária, no século XII: «Que há de impossível para quem crê? E que há de difícil para quem ama?»
Só há fé quando existe amor: o amor é a fé vivenciada!
Só o amor, como dizia Hans Urs von Balthasar, «é digno de fé».
A fé está sempre a dizer à esperança: «não desistas».
E a esperança não pára de segredar ao amor: «não pares».

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O REINO DE DEUS


«O Reino de Deus não tem geografia, muito menos sede, pois se faz visível somente nas manifestações de amor, justiça e verdade entre nós.»

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

QUE SEGREDO TEM O NATAL?


Pergunto-me, Senhor, que segredo tem o Natal?
Há um milagre que acontece dentro de nós,
só pode ser um milagre, pois é como se a vida se reacendesse.

Contemplando o presépio, percebo que este é um milagre humaníssimo
que Deus suscita aos nossos olhos.
Ele amou-nos tanto que nos deu o Seu próprio Filho.

O milagre do Natal assenta sobre este Dom absoluto, 
que nos faz perceber que só somos na medida em que nos damos,
e que a vida renasce, como dádiva, na ponta dos dedos, no olhar, nas palavras.

José Tolentino Mendonça

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

UM DEUS ENAMORADO DA NOSSA PEQUENEZ

O «sinal» é a humildade de Deus levada ao extremo; é o amor com que Ele, naquela noite, assumiu a nossa fragilidade, o nosso sofrimento, as nossas angústias, os nossos desejos e as nossas limitações. 

A mensagem que todos esperavam, que todos procuravam nas profundezas da própria alma, mais não era que a ternura de Deus: Deus que nos fixa com olhos cheios de afecto, que aceita a nossa miséria, Deus enamorado da nossa pequenez.

Papa Francisco

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A LIÇÃO DA MANJEDOURA


«Deus entra na nossa história não pela via da opulência, mas pela via da humildade.

O sinal de Deus não está num palácio. Está numa manjedoura. (...)

Divino (eis a permanente interpelação) não é o grande caber no grande. Isso qualquer humano consegue. Divino é o infinitamente grande caber no infinitamente pequeno. (...)

Há, aqui, uma inversão de valores, reconhecida, aliás, por Maria no Magnificat: humilhação dos soberbos e exaltação dos humildes (cf. Lc 1, 52).

De facto, Deus inverte o máximo e o mínimo, o maior e o menor, o grande e o pequeno.

O máximo é o que parece mínimo. O maior é o que se apresenta como menor. O verdadeiramente grande é o que nos surge como pequeno.

Quando aprenderemos a lição da manjedoura?»

Graças a: http://theosfera.blogs.sapo.pt/2267552.html

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

SOMENTE PORQUE É NATAL...



Somente porque é Natal
ele veio nascer à minha porta
como se fora eu a sua mãe.
     É de linho o pano que cobre
meus braços, levemente
encurvados, para neles caber
o berço de embalar
o menino sem presépio.
     A pausa do vento
a preparar a neve
lembra-me  o desamparo
de outras crianças, tantas,
a quem a fome quebranta o choro.
     E digo: venham habitar
para sempre o meu poema
como se fossem meus filhos.

     Graça Pires

domingo, 13 de dezembro de 2015

UMA ESTRELA A INQUIETAR O MUNDO



A festa encenada num presépio familiar
como um anúncio excessivo.
Não é fácil rotular a mensagem de um Deus
comprometido com a humanidade,
que precisou das fraquezas do homem
para se cumprir. Não é fácil.
Por isso, em todos os pinheiros,
há, agora, uma estrela a inquietar o mundo.

Graça Pires
De Ortografia do olhar, 1996

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

É NO AMOR QUE NASCEMOS DE DEUS



«A história de Jesus nos diz que não dependemos de nascimentos palacianos ou ditos normais. É no amor que nascemos de Deus e para uma vida bonita.»

domingo, 6 de dezembro de 2015


"Se já pela criação tudo tem o toque de Deus, pela encarnação do Verbo, tudo é confirmado como sua bênção (...)
O Verbo cala-se na boca de uma criança que ainda tem de aprender a falar e na mudez de um condenado que já não tem direito à palavra...»
José Frazão Correia, s,j, in "A Fé vive de afeto"

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A VINDA DE DEUS


«A vinda de Deus não é apenas o nascimento de uma criança; é a vinda de uma Palavra. Poderia mesmo dizer-se que é a vinda de uma Língua.»

Timothy Radcliffe, in "Ser Cristão para quê?"

domingo, 29 de novembro de 2015

A CRIANÇA É A MENSAGEM



A criança é a mensagem.
Um Deus que entra em nossa vida desde a meninice é o mais crente de nós.
Acredita em recomeços.
Tem fé nos reinícios.
Adere aos nossos renascimentos.
O bebê é Deus dizendo: Faça como eu, recomece sempre que um novo início for a salvação.
Ele não é o outro que vem a nós.
É o menino que vimos crescer.
Não chega. Nasce.
Não se impõe. Entrega-se.
Não reivindica. Serve.
Não esmaga. Mistura-se.
Conta histórias para contar-se entre nós...
Não intimida. Seduz.»



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O DEUS CONNOSCO



«O Deus Connosco não aparece entre nós como um líder valente ou um chefe carismático que motiva em nós a vontade de lutar.
O Deus Connosco não aparece no meio de nós como alguém forte a provocar em nós a capacidade de obedecer.
O Deus Connosco aparece no meio de nós como alguém que quer provocar em nós a Sensibilidade, despertar o que há de mais íntimo em nós.

Deus vem visitar-nos para despertar em nós o carinho, a ternura, os sentimentos da nossa mais profunda humanidade.
Essa é a sua ideia… converter-nos, antes de tudo, à sensibilidade, à ternura, à doçura dos gestos, das palavras e das intenções.»

domingo, 15 de novembro de 2015

CÂNTICO



Ele disse: 

«lava a tua casa retira os móveis todos 
aí quero dançar» 


assim o Senhor dança nos salões vazios: 

semelhante a um turíbulo
espalha o seu perfume


não fechei as portas

abri as janelas: os ladrões evitam
a casa iluminada


fiz tapetes de flores

pus grinaldas na entrada
pois é muito grande a festa de Um só convidado


espero nas traseiras e ceio no umbral

o Senhor ocupa-me
e a casa toda é sua


sirvo na bandeja as mais frescas iguarias

os frutos colhidos
nos dias de canseira


o Senhor dorme no leito e eu estou acordado

o Senhor levanta-se
e eu não posso dormitar


a água sai pura

das suas lavagens
lavo-me na água que o Senhor usou


de manhã o Senhor veste-se

com a roupa que lhe trago
come do que tenho – e assim eu empobreço


visto o meu Senhor e eu o alimento

assim fico sem nada
e Ele me sustém


que eu nunca me atrase à chamada do Senhor

não vá Ele mostrar-me
não precisar de mim


que eu não seja dos que perdem

primaveras e outonos
que não seja contado entre os ignorantes


enquanto o Senhor dança o meu coração exulta: 

que Deus este que não para
de se mover por mim!


Carlos Poças Falcão

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...