quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

SOMENTE PORQUE É NATAL...



Somente porque é Natal
ele veio nascer à minha porta
como se fora eu a sua mãe.
     É de linho o pano que cobre
meus braços, levemente
encurvados, para neles caber
o berço de embalar
o menino sem presépio.
     A pausa do vento
a preparar a neve
lembra-me  o desamparo
de outras crianças, tantas,
a quem a fome quebranta o choro.
     E digo: venham habitar
para sempre o meu poema
como se fossem meus filhos.

     Graça Pires

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