domingo, 2 de agosto de 2009

COM OS OUTROS

Uma das descobertas que fazemos na oração é que, quanto mais nos aproximamos de Deus, mais perto ficamos de todos os nossos irmãos e irmãs da família humana.
Deus não é um Deus privado. O Deus que mora no nosso santuário íntimo é também o Deus que mora no santuário íntimo de cada ser humano. Reconhecendo a presença de Deus no nosso próprio coração, podemos também reconhecer essa presença no coração dos outros, porque o Deus que nos escolheu a nós como lugar de habitação também nos dá a capacidade de ver o Deus que habita nos outros. Se virmos só demónios dentro de nós mesmos, também só veremos demónios nos outros. Mas, quando vemos Deus dentro de nós, também podemos ver Deus nos outros.

Tudo isto poderá parecer sobremaneira teórico, mas, se orarmos, experimentaremos cada vez mais que somos parte da família humana, infinitamente atraída por Deus que a todos nos criou para partilhar da sua luz divina.

Com frequência, perguntamo-nos o que é que podemos fazer pelos outros, especialmente por aqueles que mais necessidades sentem. Não é nenhum sinal de fraqueza dizermos: «Devemos rezar uns pelos outros.»
Rezar uns pelos outros é, antes de mais, reconhecer, na presença de Deus, que pertencemos uns aos outros como filhos do mesmo Deus. Sem este reconhecimento de solidariedade humana, o que fizermos uns pelos outros não nascerá do que realmente somos.
Somos irmãos e irmãs, e não competidores ou rivais. Somos filhos de Deus, não seguidores de diferentes deuses.

Orar, isto é, escutar a voz daquele que nos trata como «muito amados», é aprender que essa voz não exclui ninguém. Onde eu moro, Deus mora comigo e onde Deus mora comigo encontro todos os meus irmãos e irmãs. E assim, a intimidade com Deus e a solidariedade com toda a gente são dois aspectos inseparáveis do mesmo viver, no momento presente.

Henri Nouwen, em "Aqui e Agora"

3 comentários:

Anônimo disse...

A telvisão passa, num programa da responsabilidade da Igreja, o festival jota. Que mau gosto! Troncos nus! Raparigas com o peito destapado. Solistas excitam a multidão com grunhidos ruidosos. Chamam a isto festival cristão. Nem uma oração. O bispo de Aveiro presidiu à Missa de encerramento. O ruído era enorme. O bispo alinhou, Não teve uma palavra de exortação. Nada. Assim anda a Igreja portuguesa. O programa da Igreja ortodoxa falava de doutrina. O programa da Igreja católica promove o mau gosto. a música rock, que é de origem satânica, tem toda a abertura dentro da Igreja. Que é possível fazer além de rezar? Pactuar com tudo isto? Não. Sair da Igreja? Nem pensar. Que fazer então?

Anônimo disse...

...............Orar é pedir e aprender que Jesus não exclui ninguém.
Graças`a Deus !
ELE é o Deus do impossível !

Zazá disse...

Olá! *-*
Como vai?
Adorei a postagem, muito boa mesmo!
Devemos estar sempre em oração para podermos perceber a cada dia o poder de Deus em nossas vidas.
Parabéns pelo o blog.
Se puder da uma passadinha no meu.
Fica com Deus. k3

A beleza que salva o mundo

"...Porque o amor, mesmo que em silêncio, está sempre germinando as primaveras.  Amar é a beleza que salva o mundo."  [Lu...