terça-feira, 11 de agosto de 2009

O AMOR PRESENTEADO

«Na sua forma mais simples e mais íntima, a fé mais não é do que aquele ponto no amor em que reconhecemos que também precisamos de ser presenteados. Assim, a fé é aquele ponto no amor que o identifica realmente como amor; ela consiste em vencer a presunção e a auto-satisfação dos que se acham suficientes e afirmam; já fiz tudo, já não preciso de qualquer ajuda. Só uma «fé» assim põe fim ao egoísmo, a verdadeira antítese do amor. Desta forma, a fé está presente no amor verdadeiro; ela é, simplesmente, aquele momento do amor que o conduz verdadeiramente para si próprio: a franqueza daqueles que não insistem na sua própria capacidade, mas que sabem ser presenteados e necessitados. (...)

Ele não nos ama por sermos especialmente bons, especialmente virtuosos, especialmente merecedores, por lhe sermos úteis ou, mesmo, necessários: Ele não nos ama por nós sermos bons, mas porque Ele é bom. Ele ama-nos apesar de nada termos para Lhe oferecer; Ele ama-nos, inclusive, nas roupas andrajosas do filho perdido, que já nada tem em si que seja digno de amor. (...)»

Joseph Ratzinger, em "Do sentido de ser cristão"

2 comentários:

Barbara disse...

fala ai irmao!!

Nossa... forte demais o que tem postado aqui! Q Ele te encha de um amor puro, verdadeiro e sem interesse.. como do nosso Salvador e Senhor Jesus!!!!!!!

Paaz..

Raquel do Carmo disse...

Isso é uma grande verdade mesmo. Fé e Amor se interligam de forma que já não existem em separado. A capacidade de Jesus nos amar incondicionalmente é o que sustenta a nossa fé.

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]