terça-feira, 28 de abril de 2009

Tornar-se Cristão

«Tornar-se cristão não é garantia de um prémio individual; não é a reserva privada de um bilhete de entrada no Céu, que nos permite olhar de cima para os outros e afirmar: «Tenho o que os outros não têm». Tornarmo-nos cristãos não é algo que nos seja dado, para que nós, individualmente, o introduzamos num qualquer sistema e nos distanciemos dos outros, a quem isso não foi dado. Não: de certa forma, uma pessoa não se torna cristã para si própria, mas para o todo, para os outros, para todos. (...)

Tem de nos ser suficiente saber, na fé, que nós, ao nos tornarmos cristãos, nos colocamos à disposição para a prestação de um serviço para o todo. Desta forma, tornarmo-nos cristãos não é sinónimo de agarrar qualquer coisa só para nós; pelo contrário, significa deixar de lado o egoísmo, que só se conhece a si próprio e que só pensa em si próprio, e assumir a nova forma de existência daqueles que vivem uns para os outros. (...)

Ser cristão é essencialmente, e em primeira linha, a libertação do egoísmo daquele que vive só para si e o mergulho na grande orientação básica do estar à disposição dos outros. (...)

No fim, o movimento essencial da cristandade não é mais do que o movimento essencial do amor, no qual participamos no amor criador do próprio Deus.»

(Joseph Ratzinger, em "Do sentido de ser cristão")

2 comentários:

Anônimo disse...

maravilhosa forma de nos transmitir o "ser" Cristão.
PAZ e VIDA sempre.

joaquim disse...

Ser de cristão é ser de Deus, para poder ser de todos...

Que belo texto, Paulo!

Abraço amigo em Cristo

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]