quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A VINDA DE DEUS


«A vinda de Deus não é apenas o nascimento de uma criança; é a vinda de uma Palavra. Poderia mesmo dizer-se que é a vinda de uma Língua.»
Timothy Radcliffe, in "Ser Cristão para quê?"

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

OUVIR O CORAÇÃO

«Ter coragem é ouvir o coração, falar desde o coração e agir de acordo com o coração. O coração, centro de nosso ser, é a sede da coragem.»
Henri nouwen

domingo, 9 de novembro de 2014

A FORÇA DE UM REINO



"Quando a força de um reino é o amor, todos reinam, 

pois o amor é comunhão e nunca imposição."

Rui Santiago Cssr, in Salmos para o Terceiro Milénio 2, 2010

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

UM ENGANO TANTAS VEZES REPETIDO


«Um engano tantas vezes repetido: querer ser livre fora do território do Amor e querer ser Feliz sem pertencer a ninguém.»
Rui Santiago Cssr in "Estou em Crer"

sábado, 1 de novembro de 2014

AQUELE QUE VIVE NO AMOR

«Aquele que vive no amor, mesmo tendo poucas coisas, vive na abundância.
Amado, é livre. 
Por isso, não teme. 
E, não temendo, não precisa de acumular coisas, 
nem de fingir ser o que não é, 

nem de recear o amanhã. 
Não se incha, querendo ser o que não é. 
Não se diminui, deixando de ser o que é. 
Esvaziado de «coisas incertas», vive de graça. 
Na verdade, vive a graça.»

P. José Frazão Correia, in "Entre-tanto"

terça-feira, 28 de outubro de 2014

«Não entendemos bem 

as palavras, sinais e escolhas de Jesus 
na perspectiva de uma "religião", 
mas sim na lógica de um PROJECTO.»


«É possível o homem criar deuses à sua imagem e semelhança. Deuses sim, mas não Jesus, cujo caráter não é comum entre nós.»

sexta-feira, 24 de outubro de 2014



«Deus está presente, Cristo está presente, em toda parte em que um ato de virtude transcendente ocorra entre dois seres humanos.» 

Simone Weil

terça-feira, 21 de outubro de 2014

O HUMANO, NADA MAIS DO QUE O HUMANO

“O mundo atinge a vida por um simples sorriso confiante, por um pouco mais de calor humano (…). O humano, nada mais do que o humano, porque o divino, não é o sobre-humano, mas aquilo que é mais raro entre os homens, o humano levado ao extremo.” 
Jean Cardonnel (*), “Deus toma partido”, Paisagem (Porto), 1971.

(*) padre dominicano (1921-2009)

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O INSTANTE


«Só nos resta o instante; só o instante nos pertence. 
Ele é o barro onde a vida se molda e descobre. (...)»

José Tolentino Mendonça, in "Mística do Instante"

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

UM GRANDE CONSELHO


"Não me leves a mal dizer isto assim mesmo: só considero digno de Fé um Deus divertido e feliz. Porque a Fé é uma Comunhão de Vida com Ele, e não há comunhão possível sem leveza e alegria, não há vida capaz na seriedade patológica de uma certa sacralidade que pouco guarda já da práxis do Nazareno. Esta minha intuição foi confirmada há uns tempos quando uma amiga minha me contou que, ao entrar na “idade casadoira”, foi chamada pela avó lá a casa. Uma avó daquelas sábias, que a tinha criado, e que sabia falar na altura certa a palavra certeira. Chamou-a para lhe dar este conselho:"Minha filha, lembra-te disto: nunca te cases com um homem que não te faça rir!” É, ou não é, um grande conselho?"

Rui Santiago Cssr, em "Estou em Crer"

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A VERDADEIRA CARIDADE


«A verdadeira caridade não consiste em chorar nem, simplesmente, em dar, mas em agir contra a injustiça.


Ser caridoso não é apenas dar, é ter sido ferido, é estar ferido pelo ferimento do outro.» 

Abbé Pierre

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A GRAÇA MAIOR

«Tenho para mim que a Graça maior que nos pode acontecer na vida é percebermos que, o que nos salva não é a ambição. Nem o ter. Nem o poder! Muito menos o comprar! (...)

ter/ser coração de pobre é viver vazio e liberto de si mesmo para, alegremente e com leveza poder debruçar-se sobre o outro, ser dom para ele e… receber-se de volta, inteiro…

É aprender a dar Graças por não ter. Um não ter que seja uma porta aberta para a generosidade e para a presença gratuita de inimagináveis irmãos que, ao visitarem-nos a vida, ficam a fazer parte dela de modo irrecusável e reciprocamente agradecido.

Quanta falta ISSO faz ao homem moderno, que habita as nossas cidades, que enche de empurrões, desalentos, angústias e triste abandono o Metro e os transportes públicos… Só quem não os costuma usar é que não dá por isso… Quantos olhos tristes e desabitados! Sem sombra de Gente dentro deles…»

Podem ler o texto completo em:http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/2014/09/os-espertos-os-ricos-e-os-totos.html

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

ACREDITAS NA VIDA ANTES DA MORTE?


"O verdadeiro problema não é o de saber se viveremos depois da morte, mas o de saber se estamos vivos antes de morrer"

- Marie de Hennezel, in «Morrer de Olhos Abertos»

domingo, 21 de setembro de 2014

A ARTE DE RECOMEÇAR, COMO CRIANÇAS


Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?

João 3:3-4

«Voltar a nascer não significa regressar ao ponto de partida e começar, outra vez, tudo do zero. A publicidade tenta enganar-nos, garantindo-nos que é possível. Mas a realidade desmascara-lhe a falsidade.
Nicodemos de oitenta anos não voltará a ser Nicodemos de oito. Os ponteiros da vida não param. O que se viveu não se anula, não se apaga, nem é ideal de vida viver fazendo de conta que se vive. Ao mesmo tempo, o melhor também não é necessariamente o que ficou para trás, tal como a pele lisa do bebé e as suas mãos mimosas não são mais belas do que o rosto enrugado ou as mãos deformadas de um ancião. A beleza da vida também se diz nas marcas que assinalam o corpo, este lugar de memória. (...)

Se, como disse alguém, «o verdadeiro paraíso não é, nunca é [...] aquele perdido, mas o reencontrado», o verdadeiro nascimento será aquele que não cessa de gerar e de trazer à vida. Da velhice do coração e da mente, à infância do afeto e da imaginação. Da rigidez e do torpor dos gestos, ao estilo de vida leve e gracioso. Da conquista, a todo o custo, da terra e do céu, do tempo e dos lugares, do conhecimento das coisas e do apreço dos demais, ao reconhecimento feliz de que «a rosa é sem porquê, floresce porque floresce», «não se preocupa consigo mesma, não procura nada ser vista», como disse tão bem A. Silesius.

A infância desejável tem que ver com este ambiente vital das coisas simples, o colo materno da confiança, a experiência de ser acolhido, acudido e, por isso, de poder arriscar o caminho do bem, de ousar viver bem, não sem uma certa ingenuidade e espírito lúdico, precisamente, da criança.
Tão gratos e tão implicados, chegaremos, assim, a nascer, não cessando de renascer pela vida que se aceita, uma e outra vez, receber-se de outro. Adultos, reaprenderemos a arte de recomeçar, como crianças.»

Pe. José Frazão Correia, sj

INDAGAÇÕES SOBRE O CARPINTEIRO

“A árvore é força vertical da natureza, da terra em direcção ao céu. Tem a postura da espécie humana. Por isso o cego que Jesus curou em Bet...