«Viver com a percepção de quanto somos amados é o eixo em torno do qual gira a vida cristã. Ser amados é a nossa identidade, o âmago da nossa existência. Não se trata apenas de um pensamento que reflete o nosso senso de grandeza. É o nome pelo qual Deus nos conhece, e o meio de Ele se relacionar connosco (Ap 2:17).
Quando preciso buscar uma identidade externa a mim, sou então atraído pelo acúmulo de riquezas, poder e honra. Posso também encontrar o meu centro gravitacional nos relacionamentos. Quando extraio vida e significado de qualquer outra fonte que não o fato de eu ser amado, estou espiritualmente morto. (...)
"Quem sou eu?", perguntou Thomas Merton, ao que ele mesmo respondeu: "Sou alguém amado por Cristo»
Brennan Manning, em "O Obstinado amor de Deus"
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
É O AMOR!
«Um dia, estava S. Agostinho diante do Sacrário a desabafar o coração:
Meu Jesus, amo-Vos, amo-Vos com todas as minhas forças, e porque Vos amo, arrependo-me de haver-Vos ofendido tantas vezes na minha vida passada.
E ouviu uma voz que lhe disse:
– Agostinho, quanto Me amas?
– Senhor, se o sangue das minhas veias fosse azeite, eu quereria que esse azeite se consumisse por vosso amor, como se consome o azeite desta lâmpada, que arde diante do vosso tabernáculo.
– Agostinho, nada mais? – repetiu a voz.
– Senhor, amo-Vos tanto, tanto, que se os meus ossos fossem velas, queria que se derretessem de amor, como se derretem estas velas que alumiam o vosso altar.
– Agostinho, nada mais?
– Senhor, amo-Vos tanto, tanto, que se eu tivesse tantos corações como há de estrelas no céu, e gotas de água no oceano, e areias na praia, e átomos no espaço, com esses corações eu Vos quisera amar.
– Agostinho, nada mais?
Então olhando através das suas lágrimas a porta do sacrário, encontrou a resposta digna da sua inteligência extraordinária e da sua santidade:
– Senhor, como quereis que eu Vos ame mais, se o coração humano já não pode amar mais? Mas Senhor, eu amo-Vos tanto, tanto, que, se Vós fosseis Agostinho e eu fosse Deus, eu deixaria de ser Deus para que Vós o fosseis, e contentar-me-ia com ser o pobre Agostinho!
– Agostinho, isso é o Amor! – foi a resposta divina.»
Meu Jesus, amo-Vos, amo-Vos com todas as minhas forças, e porque Vos amo, arrependo-me de haver-Vos ofendido tantas vezes na minha vida passada.
E ouviu uma voz que lhe disse:
– Agostinho, quanto Me amas?
– Senhor, se o sangue das minhas veias fosse azeite, eu quereria que esse azeite se consumisse por vosso amor, como se consome o azeite desta lâmpada, que arde diante do vosso tabernáculo.
– Agostinho, nada mais? – repetiu a voz.
– Senhor, amo-Vos tanto, tanto, que se os meus ossos fossem velas, queria que se derretessem de amor, como se derretem estas velas que alumiam o vosso altar.
– Agostinho, nada mais?
– Senhor, amo-Vos tanto, tanto, que se eu tivesse tantos corações como há de estrelas no céu, e gotas de água no oceano, e areias na praia, e átomos no espaço, com esses corações eu Vos quisera amar.
– Agostinho, nada mais?
Então olhando através das suas lágrimas a porta do sacrário, encontrou a resposta digna da sua inteligência extraordinária e da sua santidade:
– Senhor, como quereis que eu Vos ame mais, se o coração humano já não pode amar mais? Mas Senhor, eu amo-Vos tanto, tanto, que, se Vós fosseis Agostinho e eu fosse Deus, eu deixaria de ser Deus para que Vós o fosseis, e contentar-me-ia com ser o pobre Agostinho!
– Agostinho, isso é o Amor! – foi a resposta divina.»
domingo, 21 de agosto de 2011
A VONTADE DE DEUS
«Renuncia-te a ti mesmo, toma a tua cruz e segue-me.» (Mt 16,24).
«Nada faz de alguém um verdadeiro ser humano, senão a renúncia à sua vontade. Em verdade, sem renúncia à vontade própria em todas as coisas nada conseguiremos perante Deus. (...)
Tu deves entregar-te a Deus com absolutamente tudo, e não te preocupares com o que Ele faz do que é seu. (...)
Só será uma vontade perfeita e verdadeira, aquela que entrar inteiramente na vontade de Deus, despojada de vontade própria. E quem mais longe tiver ido neste ponto, tanto mais e mais verdadeiramente terá ascendido a Deus. (...)
Em verdade, um homem que se tenha despojado inteiramente do que é seu estará de tal modo envolvido por Deus, que nenhuma criatura o conseguirá tocar, sem tocar primeiro em Deus; e aquilo que deverá chegar até ele, deverá primeiro passar por Deus; aí receberá primeiro o seu sabor e tornar-se-á divino.»
Mestre Eckhart, em "Tratados e Sermões"
«Nada faz de alguém um verdadeiro ser humano, senão a renúncia à sua vontade. Em verdade, sem renúncia à vontade própria em todas as coisas nada conseguiremos perante Deus. (...)
Tu deves entregar-te a Deus com absolutamente tudo, e não te preocupares com o que Ele faz do que é seu. (...)
Só será uma vontade perfeita e verdadeira, aquela que entrar inteiramente na vontade de Deus, despojada de vontade própria. E quem mais longe tiver ido neste ponto, tanto mais e mais verdadeiramente terá ascendido a Deus. (...)
Em verdade, um homem que se tenha despojado inteiramente do que é seu estará de tal modo envolvido por Deus, que nenhuma criatura o conseguirá tocar, sem tocar primeiro em Deus; e aquilo que deverá chegar até ele, deverá primeiro passar por Deus; aí receberá primeiro o seu sabor e tornar-se-á divino.»
Mestre Eckhart, em "Tratados e Sermões"
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
UM CORAÇÃO NOVO
«A transformação espiritual não se reduz a evitar o pecado.
Deus quer mudar nosso modo de escolher, não apenas nossas escolhas.
Deus quer nos dar um transplante de coração - o coração de Deus em troca do nosso coração de obstinação egocêntrica empedernida. E então Deus nos convida a
deixar que esse novo coração dirija nossas escolhas, um coração redimido que guia escolhas redimidas.»
David G. Benner, em "Desejar a vontade de Deus"
Deus quer mudar nosso modo de escolher, não apenas nossas escolhas.
Deus quer nos dar um transplante de coração - o coração de Deus em troca do nosso coração de obstinação egocêntrica empedernida. E então Deus nos convida a
deixar que esse novo coração dirija nossas escolhas, um coração redimido que guia escolhas redimidas.»
David G. Benner, em "Desejar a vontade de Deus"
terça-feira, 16 de agosto de 2011
O AMOR DE DEUS
«Não é possível entrar em competição para ver quem é que ganha o amor de Deus.
O amor de Deus é um amor que abraça a todos - cada um na sua própria unicidade.
Só quando reivindicamos o nosso lugar no amor de Deus é que podemos experimentar o abraço total desse mesmo e incomparável amor e sentirmo-nos em segurança, não só em relação a Deus mas também em relação a todos os irmãos e irmãs. »
Henri Nouwen, em "Viver é Ser Amado"
O amor de Deus é um amor que abraça a todos - cada um na sua própria unicidade.
Só quando reivindicamos o nosso lugar no amor de Deus é que podemos experimentar o abraço total desse mesmo e incomparável amor e sentirmo-nos em segurança, não só em relação a Deus mas também em relação a todos os irmãos e irmãs. »
Henri Nouwen, em "Viver é Ser Amado"
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
AMAR OS INIMIGOS
"Não amas tu os que te amam? Quase toda a gente pode fazer isso, sem precisar do Evangelho.
Cristo, porém, faz chegar até nós este apelo quase incompreensível: amar mesmo aqueles que nos fazem mal e orar por eles. "(ver Mateus 5, 44)
Irmão Roger, de Taizé
Cristo, porém, faz chegar até nós este apelo quase incompreensível: amar mesmo aqueles que nos fazem mal e orar por eles. "(ver Mateus 5, 44)
Irmão Roger, de Taizé
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
«TU AMAS-ME?»
"Na sua vida terrena, Jesus precisa de ouvir uma voz humana dizer-lhe: «Tu sabes que te amo.» Por três vezes, pergunta a Pedro: «Tu amas-me?» (João 21, 15-17) Cristo coloca-nos, a cada um, esta mesma questão, antiga e sempre nova. «Tu amas-me?» E a cada um pede para velar por aqueles que lhe são confiados."
Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração"
Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração"
domingo, 7 de agosto de 2011
O FOGO DO AMOR DE DEUS
"Dizia assim um cristão do Bangladesh, referindo-se àqueles que, à sua volta, nada sabiam de Cristo: «Quando o fogo do amor de Deus está em nós, não há-de Ele brilhar à nossa volta, mesmo sem nós o sabermos?»
Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração"
Irmão Roger, de Taizé, em "Viver em tudo a Paz do Coração"
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
OS DONS DE DEUS
«Eis o que há de mais bonito na minha vida: compreender, na intimidade de um encontro pessoal, uma pessoa na sua globalidade, marcada ao mesmo tempo por dramas ou rupturas interiores e por dons insubstituíveis. Através destes dons, a vida em Deus de uma pessoa pode realizar tudo...
Não é suficiente partilhar as coisas que violentam uma pessoa no seu interior. É preciso ainda procurar o dom específico que Deus pôs nela, eixo de toda a sua existência. E abrem-se caminhos quando este ou aqueles dons são completamente expostos à luz.»
Irmão Roger, de Taizé
Não é suficiente partilhar as coisas que violentam uma pessoa no seu interior. É preciso ainda procurar o dom específico que Deus pôs nela, eixo de toda a sua existência. E abrem-se caminhos quando este ou aqueles dons são completamente expostos à luz.»
Irmão Roger, de Taizé
terça-feira, 2 de agosto de 2011
PALAVRAS
"Teria gostado de passar a vida sem dizer palavra ou dizer apenas as necessárias à vinda do amor e da luz..."
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
sábado, 30 de julho de 2011
SE QUISERMOS CONHECER UM HOMEM
«Se quisermos conhecer um homem, teremos de procurar Aquele para quem a sua vida está secretamente voltada, Aquele a quem, de preferência a qualquer outro, ele fala, mesmo quando aparentemente se dirige a nós.
Tudo depende desse Outro que ele escolheu para si. Tudo depende daquele a quem se dirige em silêncio, para cuja consideração acumulou fatos e provas, por amor do qual fez da sua vida o que ela é.»
Christian Bobin, em "Um Deus à Flor da Terra"
Tudo depende desse Outro que ele escolheu para si. Tudo depende daquele a quem se dirige em silêncio, para cuja consideração acumulou fatos e provas, por amor do qual fez da sua vida o que ela é.»
Christian Bobin, em "Um Deus à Flor da Terra"
domingo, 24 de julho de 2011
SER AMADO
«Tenho a certeza que o ser amado é o motivo principal que nos leva a querer sempre ser mais.
A experiência mais radical do Amor tem duas margens:
A Verdade, que me leva à Coerência.
A Liberdade, que me leva à Paz.»
António Valério s.j.
A experiência mais radical do Amor tem duas margens:
A Verdade, que me leva à Coerência.
A Liberdade, que me leva à Paz.»
António Valério s.j.
sábado, 16 de julho de 2011
AMAR E SER AMADO
«Talvez aí resida o segredo da sua essência: o amor ama e deseja ser amado, o amor não pode senão amar e desejar ser amado, o amor não pode cessar de amar nem de desejar ser amado!(...)
A oferta divina de um amor incondicional não implica que esse amor não espere nada em troca, porque o duplo fundamento da sua gratuidade não tornaria a ser posto em causa pela expectativa de ser amado, presente no próprio Deus. (...)
Se uma resposta positiva da parte do ser humano pode ser tão ardentemente desejada, não é por ser uma condição a satisfazer para ser amado por Deus, mas, antes, por este continuar a ser o único meio de estabelecer, um dia, uma comunhão de amor vivida a dois, visto que não pode deixar de passar por uma escolha livre e mútua, sem a qual nenhuma relação se pode desenvolver nem desabrochar verdadeiramente.»
Irmão Emmanuel, de Taizé, em "Um Amor a descobrir"
A oferta divina de um amor incondicional não implica que esse amor não espere nada em troca, porque o duplo fundamento da sua gratuidade não tornaria a ser posto em causa pela expectativa de ser amado, presente no próprio Deus. (...)
Se uma resposta positiva da parte do ser humano pode ser tão ardentemente desejada, não é por ser uma condição a satisfazer para ser amado por Deus, mas, antes, por este continuar a ser o único meio de estabelecer, um dia, uma comunhão de amor vivida a dois, visto que não pode deixar de passar por uma escolha livre e mútua, sem a qual nenhuma relação se pode desenvolver nem desabrochar verdadeiramente.»
Irmão Emmanuel, de Taizé, em "Um Amor a descobrir"
quinta-feira, 14 de julho de 2011
O ÚNICO JESUS QUE EU CONHECI
«Pregue o Evangelho sempre, se(quando) necessário, use palavras.» - Francisco de Assis
Há alguns anos atrás um prisioneiro branco morreu de ataque cardíaco em Montgomery, no Alabama. Na prisão tivera uma profunda experiência de conversão e construído um relacionamento autêntico com Jesus. O presidiário da cela ao lado, um negro enorme, era cínico. Todas as noites o prisioneiro branco falava por entre as barras da prisão e falava ao seu companheiro sobre o amor de Jesus. O negro troçava dele; dizia que ele estava doente da cabeça, que a religião era o último refúgio dos insanos. Apesar disso, o prisoneiro branco passava-lhe passagens das Escrituras e repartia com ele os doces que recebia de algum parente. Durante o funeral do homem branco, quando o padre falou a respeito da vitória de Jesus na Páscoa, o robusto prisioneiro negro ergueu-se a meio do sermão, apontou para o caixão e disse:"Essse é o único Jesus que eu conheci".
Brennan Manning, in "A assinatura de Jesus"
Há alguns anos atrás um prisioneiro branco morreu de ataque cardíaco em Montgomery, no Alabama. Na prisão tivera uma profunda experiência de conversão e construído um relacionamento autêntico com Jesus. O presidiário da cela ao lado, um negro enorme, era cínico. Todas as noites o prisioneiro branco falava por entre as barras da prisão e falava ao seu companheiro sobre o amor de Jesus. O negro troçava dele; dizia que ele estava doente da cabeça, que a religião era o último refúgio dos insanos. Apesar disso, o prisoneiro branco passava-lhe passagens das Escrituras e repartia com ele os doces que recebia de algum parente. Durante o funeral do homem branco, quando o padre falou a respeito da vitória de Jesus na Páscoa, o robusto prisioneiro negro ergueu-se a meio do sermão, apontou para o caixão e disse:"Essse é o único Jesus que eu conheci".
Brennan Manning, in "A assinatura de Jesus"
domingo, 10 de julho de 2011
VIVER CRISTO
"Não nos servirá de nada fazer do Evangelho uma moral - porque não a poderemos praticar - se não fazemos dele ao mesmo tempo uma mística que consiste na nossa união com Cristo, na nossa inserção na sua pessoa.
Infelizmente muitos dos que se dizem cristãos não chegam a fazer isto e vivem obcecados pelos mandamentos, dos quais defendem ferozmente os princípios sem chegar a praticá-los, não tendo a menor experiência do que é a oração, o olhar de Cristo sobre eles, a familiaridade com Ele, o abandono à sua misericórdia."
A.M. Besnard
Infelizmente muitos dos que se dizem cristãos não chegam a fazer isto e vivem obcecados pelos mandamentos, dos quais defendem ferozmente os princípios sem chegar a praticá-los, não tendo a menor experiência do que é a oração, o olhar de Cristo sobre eles, a familiaridade com Ele, o abandono à sua misericórdia."
A.M. Besnard
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