domingo, 10 de abril de 2016

A Santa Lei do Amor



Imagem: Yongsung Kim, "Forgive"

«O Senhor revela-nos que a fé não é algo que se possui, mas que somos possuídos e alcançados por Alguém. 

O Evangelho revela esta novidade por meio da contraposição entre as exigências implacáveis da Lei e a estratégia de misericórdia traçada por Jesus. Os acusadores negam à mulher a possibilidade de um novo começo e querem, com pedras, não só sepultar o passado desta pecadora, mas ela própria. 

Cristo, com o seu perdão, liquida definitivamente o passado e entrega à mulher um futuro imaculado a ser construído por ela mesma. O castigo dos carrascos tornou-se estéril, pois a não condenação por Cristo reinventa a vida. 

As frias exigências gravam-se sobre a pedra, mas a misericórdia não está escrita sobre nenhuma matéria dura. A nova lei – a do amor – inscreve-se no terreno maleável do coração, sobre a tenra e terna carne da terra. Resta apenas matar a nossa curiosidade de saber o que escrevia Jesus, com o dedo, no chão do Templo. Jesus escrevia a condenação aos escribas e fariseus e continua até hoje escrevendo em silêncio aos moralistas de plantão que se evadem e se esquivam da barbárie do mundo degenerado que construíram: "Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus." (Mt 21, 31).»

Graças a: 
Comunidade dos Manos da Terna Solidão
Pe. Paulo Botas, mts 
Pe. Eduardo Spiller, mts

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Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]