domingo, 14 de julho de 2013

O MEU ATEÍSMO

Tanta violência em nome de Deus. Tanta arrogância em nome de Deus. Tanta apropriação de Deus.

Em relação a tantos discursos teístas, até Deus é o primeiro ateu.

Tentam impor-nos um Deus que não sorri, um Deus que não ama, um Deus que não chora, um Deus que não sofre, um Deus que não Se encanta, um Deus que castiga, um Deus que condena.

Tentam levar-nos por caminhos ínvios de condenações no tempo e na eternidade.

O Deus que Tu, Jesus Menino, nos mostraste só tem um nome: Pai. E possui apenas um rosto: misericórdia.

O Deus que Tu, Jesus, nos revelas é a paz, a simplicidade, a autenticidade.

Apetece, por vezes, repetir o pedido de Eckhart: «Meu Deus, livra-nos de "Deus"».
O Deus das pompas e das cátedras não é o Teu Deus. Como poderia ser o meu?

Limpa-nos, Jesus, da presunção de sabermos muito sobre Ti. Só saberemos o suficiente quando nos voltarmos para a humildade em que Tu Te deixas envolver sempre que nos vens visitar.

Ensina-nos, Senhor, a optar por um certo ateísmo. Por um ateísmo que nos afaste de falsas imagens de Deus e que nos aproxime de Deus, do Deus que Tu nos mostras na simplicidade de Belém.

Texto adaptado de: http://theosfera.blogs.sapo.pt/472637.html

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Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]