quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O DEUS VIVO

«Livra-me de ser um limite para o teu amor.»


«Nós crentes excluímos Deus, o Deus vivo, da nossa vida. Tornámo-lo uma referência do passado, uma história já conhecida, um guião lido, bem guardado na dobra do presente, uma espécie de arqueologia privada para um uso monótono. (...)

Muitas vezes é isto a nossa religiosidade. Dizemos: Deus é isto, o seu nome é aquilo. E Deus tem de ficar ali encaixado, submisso. E passamos o tempo da nossa vida a dizer a Deus: «Tu não podes», «Tu não podes». 
Este é o ponto fundamental da nossa conversão. Verificar, no fundo de mim, se dou espaço para que Deus continue a dizer, para que Deus continue a estar, para que Deus vá onde Ele quiser e não onde eu acho que Ele deve ir…»

José Tolentino Mendonça, in Pai-nosso que estais na terra

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