quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

"COMPAIXONA-TE"


© Rembrandt -  "Jesus and the adulteress"

«Jesus vive Deus como compaixão. No seu mistério mais insondável, Deus é compassivo (rahum). Aquilo que define Deus não é o poder ou a sabedoria, tal como acontece nas divindades pagãs do Império. Jesus capta e vive a realidade misteriosa de Deus como compaixão. A compaixão é o modo de ser de Deus, é a sua maneira de reagir perante os seus filhos e filhas, é a sua forma de ver a vida e olhar as pessoas.

Esta experiência de compaixão de Deus fez de Jesus um «místico de olhos abertos», que se sente afectado pelo sofrimento da humanidade. Como repetiu inúmeras vezes J. B. Metz, a mística de Jesus não é uma mística de olhos fechados, virados para um outro lado, mas uma mística de olhos abertos ao sofrimento humano. Jesus não é capaz de comunicar a sua mensagem e a sua experiência de Deus fazendo orelhas moucas aos que sofrem. Jesus abre-lhes espaço na sua vida para que possam acreditar que têm um lugar privilegiado no coração do Pai. Defende-os como ninguém a fim de que possam experimentá-lO como o defensor dos últimos. Abre-se de maneira muito especial a eles já que a eles todas as portas se costumam fechar, inclusivamente as portas do templo. 

Jesus quer ser um sinal claro de que Deus não abandona os últimos. A partir da sua experiência de Deus, lança este grito profético aos seus seguidores: «Sede misericordiosos para com os outros, assim como vosso Pai é misericordioso para convosco» (Lucas 6:36).

José Antônio Pagola, in Es bueno crer en Jesús

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

OS PASSOS DO HOMEM NOVO


«Não me conformo com menos do que um Deus que Dance!
Senhor dos Passos - como tantas vezes te chamamos - ensina-nos os Passos do Homem Novo, tão teus, e inscreve-nos no peito o ritmo do teu próprio coração para andarmos a um só tempo.
O Teu fardo é leve porque é como o braço do amado sobre os ombros da amada.
A tua carga é leve como um abraço capaz de sarar em nós as feridas mais profundas.
Era tão bom chegar a não querer senão o que Tu queres e não fazer senão como Tu fazes!»
Rui Santiago Cssr, in Ora Vê
http://www.orave.eu/o-livro/livro:129


domingo, 21 de fevereiro de 2016


A beleza vem do amor.
O amor vem da atenção.
A atenção simples ao que é simples,
a atenção humilde aos humildes,
a atenção viva a todas as vidas...

A beleza vem do amor,
como o dia vem do sol,
como o sol vem de Deus,
como Deus vem duma mulher esgotada pelos seus partos.

Christian Bobin, in Francisco e o Pequenino

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

"ÉS O MEU FILHO AMADO"


"Conhecer de verdade a si mesmo não é outra coisa que ouvir de Deus o que ele pensa de nós." 
[Santo Agostinho]

E o que pensa Ele de nós?
Escutemos no silêncio mais puro e profundo dos nossos corações e encontraremos a resposta: 
"Tu és o meu Filho amado! Em ti encontro o meu agrado..."

sábado, 13 de fevereiro de 2016



«Éramos todos paralíticos até que Deus, através de Jesus, nos tirou pra dançar.»
© Foto Miguel Cardoso
Isabel, Praia da Amoreira

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

ACREDITAR SEM AMAR? NEM PENSAR!

«Ninguém diga que tem fé se não tem amor. 
O amor é o grande certificado da fé.
Acreditar sem amar? Nem pensar. 
Não é possível acreditar sem amar.
A fé envolve sempre o amor.
A fé tudo consegue, quando está habitada pelo amor. Até consegue suportar o insuportável. É assim que percebemos a pergunta pertinente de Balduíno de Cantuária, no século XII: «Que há de impossível para quem crê? E que há de difícil para quem ama?»
Só há fé quando existe amor: o amor é a fé vivenciada!
Só o amor, como dizia Hans Urs von Balthasar, «é digno de fé».
A fé está sempre a dizer à esperança: «não desistas».
E a esperança não pára de segredar ao amor: «não pares».

domingo, 7 de fevereiro de 2016

O REINO DE DEUS


«O Reino de Deus não tem geografia, muito menos sede, pois se faz visível somente nas manifestações de amor, justiça e verdade entre nós.»

Nada é grave...

"Nada é grave, a não ser perder o amor." [Irmão Roger de Taizé]