sexta-feira, 30 de agosto de 2013


Foto: A Vitória, René Magritte, 1939, guache, 45 x 35 cm, Galeria Isy Brachot, Bruxelas, Bélgica.


«Só passaremos pela porta estreita ampliando os horizontes e dilatando o coração».

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

SEGUIR A CRISTO

“Deixamos pouco espaço para que esse poema que é Jesus Cristo se organize em nós e se torne verdadeiramente o canto de nossa vida” (Maurice Zundel).


"A decisão fundamental de seguir a Cristo exclui as meias medidas, as cómodas desculpas e os caprichos pessoais. Jesus testemunha que a única eleição equivocada é a neutralidade, o único compromisso imperdoável é não se comprometer e a única posição intolerável é a indiferença." 

domingo, 25 de agosto de 2013

PERDIDOS EM DEUS

Um rabino entrou no quarto da sua casa e viu o seu filho em profunda oração. Num canto, estava um berço com um bebé a chorar. 


«Filho, não ouves? - disse o rabino. - O bebé está a chorar.» 


Disse o filho: «Pai, eu não ouvi, porque estava perdido em Deus.» 


O rabino respondeu: «Filho, quando estamos perdidos em Deus, até vemos uma mosca a andar pela parede.»

Abel Herzerg

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

(RE)NASCEMOS


Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.

Nascemos muitas vezes ao longo da infância
quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta,
entre invernos e primaveras maturando
a misteriosa transformação que coloca na haste a flor
e dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas lágrimas.
Nascemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.

José Tolentino Mendonça
In Diário de Notícias (Madeira)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

CAMINHO ESTREITO DA HUMILDADE

“Quero passar sobre a terra de maneira obscura como um viajante à noite”. Charles de Foucauld

“Não é o heroísmo que será enaltecido, mas a oferenda obscura e aparentemente inútil de uma vida que não é senão o amor, sinal do amor de Deus em meio ao inferno que os homens, às vezes, sabem organizar” (Jean-Marie Lustiger, Cardeal Arcebispo de Paris, 1981-2005).

“Não é a religiosidade o que faz a verdade ou a mentira de uma vida humana e sim a autenticidade dessa mesma vida” (Dom Pedro Casaldáliga).

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

ANUNCIAMOS A VIDA ABUNDANTE


«O Deus revelado por Cristo é um Deus amante da vida e aquele que O encontra só pode se tornar o anunciador de uma alegre mensagem de mais vida».

domingo, 4 de agosto de 2013

UM DEUS SURPREENDENTE

No Pai Nosso escutamos o que Deus espera de nós, ou seja, exatamente as mesmas coisas que pedimos a Ele. O Pai nos escuta, mas não nos tempos e nos modos fixados por nós. Podemos estar seguros que “o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem” e o Espírito Santo é o princípio da liberdade e da imprevisibilidade. O Pai nos escuta, certamente, mas do seu modo que é a generosidade infinita de um pai e não do nosso modo que é sempre redutivo e restritivo. 

Nós cristãos, devemos preferir sempre um Deus que nos surpreenda a um Deus que nos satisfaça e contente, pois devemos confiar mais em suas respostas do que em nossas perguntas, mais nos seus dons do que em nossos pedidos. 

A oração ensinada por Jesus deve nos conduzir a um silêncio de escuta do nosso ser que vibra em sintonia com a humildade da entrega – “Seja feita a tua vontade”, e com a permanente insistência – “Mas livrai-nos do Mal”.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

AS ESTRADAS DA VIDA


Com todos os riscos possíveis devemos sempre nos indagar: “O que acontecerá a este homem se eu não parar para ajudá-lo?”. As estradas da vida são malditas não somente porque escondem bandidos, corruptos, mentirosos e hipócritas. As estradas da nossa vida serão malditas quando revelarem a ausência de amor que é o nome da indiferença. Que não sejamos nem como o sacerdote e nem como o levita, mas sobretudo que não sejamos os assaltantes que aviltam a dignidade humana em nome do seu poder civil e religioso e cujas vidas são um constante escarro na face de Deus.