sexta-feira, 28 de novembro de 2008

UMA IGREJA VERDADEIRA


«O nosso mundo anseia por se converter mas não se converterá a Deus sem encontrar uma verdadeira Igreja, uma verdadeira Fraternidade. O mundo de hoje é demasiado realista para acreditar em raciocínios, em demonstrações e em provas. Quer, como S. Tomé, ver e tocar, encontrar mãos abertas (sabeis perfeitamente o que isto quer dizer), deparar com corações abertos, com um acolhimento afectuoso e confiante...

O mundo não acreditará em Deus, se não vir uma Igreja verdadeira. O mundo não acreditará na Ressurreição de Cristo, se o levares à Biblioteca Nacional para estudar as fontes da Revelação cristã. Para ele, só há uma prova de que Cristo ressuscitou: é que Ele continua vivo. E só uma prova existe de que Cristo continua vivo e é que Seu amor ainda vive no mundo, vivendo no nosso amor.
Este é o testemunho válido de que o amor de Cristo vive no mundo: que nós vivamos do amor, que nós amemos os outros com um amor que ultrapassa as forças do nosso coração...

O mundo precisa de encontrar uma verdadeira Igreja onde o amor do Cristo ressuscitado seja vivo, um ambiente onde se ame...
Este é o milagre que os cristãos deviam realizar: o milagre do seu amor.
Que onde quer que viva um cristão se construa uma fraternidade e nela se manifeste uma oferta e um apelo de amor...

O mais precioso serviço a prestar a alguém é oferecer-lhe uma imagem dele na qual se possa reconhecer e aceitar-se.
Isto é o que o mundo espera: que realizemos o milagre de nos amarmos assim.

É assim que se procede quando se ama um ser: ama-se tanto que ele ousa tirar a máscara diante de nós e principia a ousar ser bom e meigo, e vulnerável e generoso como nunca tinha sido para com ninguém e tudo isso apenas porque nós o animámos a ser assim...

O mundo converter-se-á quando vir uma verdadeira Igreja onde dois ou três de entre nós, reunindo-se e amando-se, lhe oferecerem a imagem dele mesmo que o mundo reconhecerá como o ideal a que aspira e que em vão procurou em tantas Igrejas...»

(Louis Evely, em "Fraternidade e Evangelho")

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

QUE SIGNIFICA AMAR?

«Que significa amar?
Amar um ser é esperar nele para sempre.

Amar um ser é não o julgar; julgar um ser é identificá-lo com aquilo que dele se conhece. «Agora, conheço-te. Agora julgo-te. Sei aquilo que vales»... Isto representa matar um ser.
Amar um ser é esperar sempre dele algo de novo, algo de melhor.

Se bem leio no Evangelho, poderei concluir da maneira pela qual Jesus saiu ao encontro dos homens e os amou e enriqueceu, que Ele sempre os considerou crianças, crianças que não haviam crescido convenientemente, que não haviam sido suficientemente amadas.
Cristo nunca os identificou com aquilo que tinham feito até então.
Pensai, por exemplo, em Maria Madalena: Cristo esperava dela algo que ninguém tinha conseguido descobrir e amou-a tanto, perdoou-lhe tão generosamente que dela obteve o amor mais puro e mais fiel e, admirados, todos à sua volta comentavam: «Será possível que ela seja assim?! Tínhamo-la julgado, pensávamos conhecê-la, haviamo-la condenado e tudo porque nunca fora convenientemente amada...»

Cristo amou-a com tal perfeição que a tornou aquilo que os outros, pobres e desconfiados, demasiado avarentos de amor, não tinham sido capazes de suscitar nela.

Cristo aguardava, esperava tudo de toda a gente. Fazia surgir, ao Seu redor, vocações, amizades e generosidades; e todos os que supunham conhecer de longa data aqueles personagens, quedavam atónitos: «Como? Zaqueu tornou-se generoso? Maria Madalena tornou-se pura e fiel? Tomé tornou-se crente? Mateus, o publicano, feito Apóstolo? E todos esses pobres, todos esses pecadores se transformaram em apóstolos e santos?... Como é possível?»

Alguém os tinha amado, tinha acreditado neles.
Alguém não havia repetido o que nós dizemos: «Não há nada a fazer dele, nada se conseguirá. Tentei tudo. Não quero tornar a vê-lo. Não volto a escrever. É perder tempo...»

Cristo foi ao encontro de cada um deles, dizendo: «Só porque não foi amado o bastante é que se tornou assim mau. Se o amassem mais, seria melhor. Se tivessem sido mais delicados, mais generosos, mais afectuosos para com ele, ele teria conseguido libertar-se daquela armadura, daquela carapaça de que se revestiu para não sofrer tanto»...

(Louis Evely, em "Fraternidade e Evangelho")

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

AQUI E AGORA

«Certas pessoas que não encontraram Deus nem na Sua Palavra nem no perdão nem na fé (sobre-humana) nem no próximo (demasiado humano) nem na sua vida (excessivamente profana)... guardam a esperança de O encontrar... no céu!
Resta-nos uma derradeira tarefa: desiludir esta esperança, dissipar quanto antes esta ambiguidade que os arrisca a perderem para sempre o Senhor.

Se não tiverdes encontrado Deus na terra, não O encontrareis no céu. O céu não é um mundo diferente, para onde possamos evadir-nos. O reino dos céus já está em nós, e devemos construí-lo com as graças que Deus nos concede.

«A vida eterna consiste em Te conhecer a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a Quem envisate.» (Jo 17, 3).

Aqueles que não principiaram na terra esta vida eterna, aqueles aos quais a presença e o amor de Deus (oferecidos a todo o homem vindo a este mundo) não iluminaram desde aqui, aqueles que na vida nada têm para eternizar - esses não conhecerão o céu.

A terra é o local onde o céu se constrói.
Deus não nos convida a passarmos para o outro mundo. Deus fez-Se convidado para o nosso mundo. Resgatou-o, lançou nele forças infinitas, a nós confiadas, para nós o transformarmos e, um dia, coroará a Sua e nossa obra, eternizando-a.
Deus não reside num outro mundo. Deus entrou neste mundo e nunca mais saiu dele. Cristo não Se retirou. Está connosco todos os dias.

Na Ascensão, Cristo não partiu: desapareceu...
Uma partida gera uma ausência; um desaparecimento inaugura uma presença oculta.
Pela Ascensão, Cristo torna-se invisível. É plenamente glorificado na Sua Humanidade, entra na partilha da Omnipotência do Pai e, por isso, fica em mais íntima relação com cada um de nós.
Longe de nos abandonar, de nos deixar orfãos, adquire aquela eficácia infinita que Lhe permite inundar tudo com a Sua presença: «Subiu ao céu a fim de encher tudo com a Sua presença» (Ef. 4, 10)

Que alegria! Deus está na terra connosco e jamais nos abandonará porque a Sua presença espiritualizada atingirá uma intensidade e uma extensão que Sua presença carnal seria incapaz de obter. Era vantajoso para nós que Ele partisse de forma visível a fim de O encontramos por todo o sempre, em toda a parte, dum modo invisível.» (Louis Evely, em "Tu és esse homem")

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

PROPRIEDADE DE DEUS

"Só Deus nos conhece para além das nossas aparências.
Só Deus nos continuará a amar, ainda que percamos todas as nossas qualidades, porque Ele não ama as nossas qualidades mas a nós. Só Deus nos suportará sempre.

Só Ele sabe o que de nós espera e todas as pessoas que fez depender de nós e os gestos que de nós atende.
Quando nos desprezamos a nós próprios, desprezamos todos estes projectos, todos estes desejos de Deus em nós, toda aquela alegria que Deus havia esperado de nós, toda a esperança que depusera em nós.

Estamos perante o essencial da religião: acreditar que aquilo que eu faço interessa a Deus. O verdadeiro ateísmo consiste em pensar o contrário, resignar-se ao contrário. Uma vida ateia é uma vida na qual tudo se passa, tudo se sente, tudo se enfrenta e tudo se sofre como se não acreditássemos naquela verdade. Quantos ateus entre nós?

Cada um de nós é propriedade de Deus. Uma propriedade que Deus nos confiou. Quase nunca sabemos para que serve, pois geralmente Deus cuida de no-lo ocultar. E é normal que nos interroguemos com frequência: para que poderá servir, para quem poderá ser verdadeiramente útil a nossa vida? A fé consiste em crer que Deus a considera útil, necessária ao Seu plano, indispensável à Sua alegria. » (Louis Evely, em "Tu és esse homem")

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

QUE AMA DEUS EM NÓS?

Que ama Deus em nós?

Não o nosso valor, certamente. Se por acaso tirássemos tal conclusão, chegaríamos à oração (cheia de reconhecimento, note-se) do fariseu, da qual sabemos o que Jesus pensava. (...)

Não é pelos nossos pecados que somos amados por Deus. «Ele estava indignado com a dureza dos seus corações», como com a resistência que nós opomos ao Seu apelo.
Amou Maria Madalena, mas Maria Madalena mudou desde o primeiro encontro.
E o jovem rico que se afastou perante as Suas exigências, não se tornou Seu amigo.

Deus ama... aqueles a quem pode dar mais, aqueles que esperam mais d`Ele, os que Lhe são mais abertos, Lhe «pesam» mais, se Lhe abandonam.
Sejam puros como João ou maculados como a Madalena ou Zaqueu, pouco Lhe importa.
Aquilo que conta aos Seus olhos é que se queiram apoiar n`Ele, não viver senão por Ele.

Deus ama a humildade, a abertura, a frescura daqueles que, suficientemente honestos para se considerarem pouco amáveis, são todavia suficientemente simples para acreditar que são amados e para tudo esperarem, alegremente, d`Ele.» (Louis Evely, em "Tu és esse homem")

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ACREDITAS NO SEU AMOR?

«O que a nossa religião tem de único no mundo é que ela nos convida a acreditar que foi Deus Quem nos amou primeiro.

Não se trata simplesmente de admitir que Deus ama a humanidade. Trata-se, isso sim, de acreditar que este amor é verdadeiro e, portanto, concreto, orientado pessoalmente para cada um de nós. (...)
A fé no amor de Deus consiste em crer que Ele Se interessa apaixonadamente por cada um de nós, pessoalmente. E constantemente.(...)

Quando eu chegar a acreditar que Ele até a mim ama - a mim, este ser insuportável, cujo peso só eu avalio - conhecerei a medida do Seu amor inverosímil.

Os santos são aqueles que poderão exclamar: «Eu conheci o amor que Deus tinha por mim e acreditei nele».

No Julgamento, isto em primeiro lugar nos será perguntado:

Acreditaste que Deus te amava, a ti?
Acreditaste que Deus esperou por ti, te conheceu, te desejou, a ti, dia após dia?»

(Louis Evely, em "Tu és esse homem")

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Espírito Vivificante


«A doutrina de Jesus não é uma filosofia, mas uma experiência de vida: os apóstolos de Jesus não podem, portanto, ser propangadistas duma filosofia, dum sistema de pensamento.
Não poderão repetir a sua palavra a não ser pelo testemunho duma experiência, a experiência de uma determinada relação com Deus.

Durante a vida de Jesus, testemunhá-la-ão muito imperfeitamente: "Vão ser lentos em crer, prontos a deformar, vagarosos em levar" (1).
Mas, depois do Pentecostes, o Espírito Santo, que é o Espírito de Jesus, quer dizer, Aquele que inspira desde dentro e anima a actividade de Jesus, conceder-lhes-á reproduzir a maneira de viver e de actuar de Jesus, a vida vivida em plenitude segundo a lógica do amor.

Faltando isto, o cristianismo seria um sistema(...) »

(François Varillon, em "Alegria de Crer e de Viver")
(1) J. Guillet

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

TOCAR EM CRISTO



«Ler o Evangelho é escutar Cristo, é tocar em Cristo. É entrar em contacto com Cristo pela fé.

Já no Seu tempo, Ele não provocava senão efeitos comuns naqueles que apenas O consideravam um homem comum.
Um dia, a meio duma multidão, o aperto era tal que Ele estava continuamente a receber encontrões. Certa mulher, porém, acercou-se d´Ele com fé: «Se eu tocar a fímbria do Seu manto, serei curada». Tocou e foi curada. Então Jesus parou e disse: «Quem me tocou?»

Os Apóstolos, simplistas como sempre, responderam: «Mestre, a multidão aperta-Vos de todos os lados e perguntais quem Vos tocou!»
Mas Jesus, sem os atender, insiste: «Alguém me tocou porque senti que uma força tinha saído de mim».

A turba percebe então que se passara algo de grave. Calam-se, recuam, cada um protesta: Não fui eu, eu não fiz nada, não Lhe toquei... E a pobre mulher a tremer, fica só e confessa: «Fui eu que Lhe toquei».

Todos Lhe tocam, todos O empurram. Ninguém é curado nem transformado. Só aquela mulher O toca cheia de fé. Sente um imenso bem-estar em todo o corpo. Está curada.

Também nós todos lemos o Evangelho. Mas se o lermos como um livro vulgar, ele não causará em nós mais do que um efeito vulgar. Importa ler o Evangelho como teríeis tocado em Cristo. com o mesmo respeito, a mesma fé, a mesma esperança.» (Louis Evely, em "Tu és esse homem")

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

"BASTA-TE A MINHA GRAÇA"


«Há uma tão incrível quantidade de luzes de graça a penetrar mesmo a alma má e perversa, que vemos salvo aquele que parecia perdido.
Mas, jamais se viu deixar-se impregnar o que era envernizado, repassar o que era impermeável, nem se viu tornar brando o que era duro...
Daqui provém as numerosas falhas que observamos na eficácia da graça que, enquanto alcança vitórias inesperadas nas almas dos grandes pecadores, com frequência fica inoperante nas pessoas de "bem".

A sua pele moral invariavelmente intacta tornou-se para eles rija como couro e couraça lisa impenetrável, sem beliscadura. Esses não apresentam aquela abertura produzida por ferida dolorosa, nem por algum inesquecível tormento, nem sequer aquela dor jamais superada, um ponto de sutura eternamente mal ajustado, a inquietação mortal, uma secreta amargura, uma ruptura inconfessável, uma cicatriz nunca fechada.

Eles nem sequer apresentam essa abertura à graça que pode ser essencialmente o pecado. Como não estão feridos, não se encontram vulneráveis. Já que não lhes falta nada, nada recebem. Como nada lhes carece, não podem receber Aquele que é Tudo. O Amor de Deus não pode curar aquele que não apresente ferimentos.» - Charles Péguy, citado por Tadeuz Dajczer, em "Meditações sofre a Fé"

Talvez na tua vida haja também algo dessa terrível ferida que não cicatriza, talvez haja um inesquecível tormento, uma dor por ultrapassar, uma angústia de morte, talvez uma amargura de morte, talvez uma amargura dissimulada - uma das muitas que o mundo proporciona - qualquer coisa que se desmoronou. Consideras, então, que tudo acabou, quando na realidade se passa o contrário. Tudo isso deve ser para ti um canal de graça. Deus permite que sofras todas essas feridas e dificuldades para que te sintas fraco e, por meio desse fraqueza, te abras à graça." - Tadeusz Dajczer, em "Meditações sobre a Fé"

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

UM AMIGO FIEL



«Acontece-nos com Jesus o mesmo que com os nossos velhos amigos, que muito estimamos mas insensivelmente perdemos de vista. Sem nada termos contra eles, sem preconceitos, deixamo-nos separar deles pelas circunstâncias. Nunca mais lhes escrevemos, não voltamos a ler as suas cartas nem folheamos albuns de recordações. Perdemos ocasiões de tornar a vê-los. Deixamo-nos assoberbar por outras ocupações, embora muito menos agradáveis e atraentes. Poderemos ainda gostar de alguém como daquele amigo? E todavia nunca pensamos nele. E agora, se porventura voltamos a pensar nele, sentimos isto de espantoso: perdemos até o desejo de tornar a vê-lo.

Precisaríamos de mudar muito, de fazer muitos esforços, de dar muitos passos, a que já não andamos habituados, para reatar com ele e recomeçar a estimá-lo.

É isto que compromete as nossas relações com Deus, o que esteriliza a nossa vida espiritual: não estarmos atentos a Ele, não desejarmos tornar a encontrá-l`O, não desejarmos vê-l`O. Ninguém vê Deus, ninguém encontra Jesus sem um desejo contínuo de O ver. (...)

Eis o que nos falta para conhecermos Deus: um imenso apetite de O ver.

O que nos falta para reconhecermos Deus é não termos guardado piedosamente no fundo do coração a lembrança de tudo o que Ele nos revelou já de Si mesmo. A fé, o amor e a esperança consistem em recordar nas trevas aquilo que vimos e sentimos e compreendemos nas horas de luz.

Deus não se inventa. É Ele que Se revela.

Não somos nós que nos damos a Deus, é Deus que se nos dá. Tudo o que Ele nos pede é que nós O recebamos. Tal como Ele é: pobre, amigo, sofrendo com as nossas indiferenças, angustiado, atento a tudo o que nos diz respeito. Procuramo-l`O e Ele diz-nos que sempre estivera ali. Pensamos conquistá-l`O... e há tanto tempo que Ele se nos deu!» (Louis Evely, em "Tu és esse homem")

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

HUMILDADE



Hoje, publico mais um excerto do livro "Como o Nascer do Sol", do meu grande amigo e discípulo de Cristo, João Eduardo Cruz. Já visitaram o seu magnífico blogue? Não gosto muito de lhe chamar blogue, mas sim o Jardim deslumbrante, encantador e luminoso de uma alma sensível, profunda, poética e comprometida com Cristo. Eis o caminho para lá: http://www.jardimdaalma.blogspot.com/

«O humilde é o que reconhece sua pequenez; que não se acha digno (Mt., 5: 3). Que se abaixa para ser elevado. Este mantém a comunhão com Deus, pois não crê na sua própria capacidade, portanto vive na total dependência do Pai. Ter humildade é ter Deus como razão de tudo, sem humildade perde-se a razão. A humildade preserva a comunhão com Deus.
A humildade requer coragem pelos seguintes motivos:
– É preciso ter humildade para amar quando todos odeiam.
– É preciso ter humildade para ser alegre quando todos estão zangados.
– É preciso ter humildade para ter paz quando todos querem guerra.
– É preciso ter humildade para não desanimar quando todos estão desistindo.
– É preciso ter humildade para “fazer o bem sem olhar a quem” quando tantos nos enganam.
– É preciso ter humildade para ser bom quando o mundo é mau.
– É preciso ter humildade para ser fiel a Deus quando todos o abandonam.
– É preciso ter humildade para ser manso quando todos te chamam de covarde.